«

»

fev 10

TOXINA BOTULÍNICA NO TRATAMENTO DA DOR

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DO USO DE BOTOX NA DOR?

Se você, profissional da saúde, digitar no PUBMED (site de buscas de estudos): Botulinum + Toxin + Pain (tradução: Toxina Botulínica + dor)  encontrará centenas de estudos, editoriais e revisões sobre o uso da toxina na dor. Cada dia surgem novos estudos nesta área.

 

 
 

A Toxina Botulínica é uma das mais potentes toxinas bacterianas conhecidas, produto da fermentação da Clostridium Botulinum, que causa o quadro clínico de botulismo.

 No entanto, na forma inativada possui ação terapêutica no tratamento de inúmeras síndromes dolorosas, inclusive enxaqueca, cefaleia tipo tensional, dor lombar crônica, síndrome do piriforme e dor miofascial. Além de estar indicada no estrabismo, distonia segmentares,tremores, movimentos anormais e espasticidade.

MECANISMO DE AÇÃO

 

A Toxina Botulínica é uma neurotoxina que possui alta afinidade pelas sinapses colinérgicas, desencadeando o bloqueio na liberação de acetilcolina pelo terminal nervoso, sem alterar a condução neural de sinais elétricos ou síntese e armazenamento de acetilcolina. Este mecanismo de ação age na contração e tônus muscular.

DURAÇÃO DA AÇÃO

A ação da toxina botulínica no músculo estriado esquelético tem seu início em 2 a 5 dias e pode perdurar até 6 meses (em média 3-4 meses por aplicação).

Uma das vantagens é a redução do uso de analgésicos e o tempo de ação de 3 a 4 meses por dose.

 INTERVALO DE APLICAÇÃO

Ressalto que a maioria dos produtos está associada a albumina humana e por conter compostos proteicos estranhos ao organismo possui o potencial de ativação do sistema imunológico do paciente. Sempre deve-se respeitar as doses seguras e os intervalos entre as aplicações, bem como evitar marcas com alta carga proteica associada a toxina e as marcas que utilizam albumina NÃO humana.

Quando há a formação de anticorpos contra a toxina botulínica ocorre a falha terapêutica parcial, que consiste na redução da duração da ação e na duração máxima dos efeitos terapêuticos.

EFEITOS COLATERAIS TOXINA BOTULÍNICA – DOR

Conforme esperado para qualquer procedimento injetável:

  • Dor no local da aplicação

  • Inflamação

  • Parestesia, Hipoestesia

  • Sensibilidade anormal à compressão

  • Edema, inchaço

  • Vermelhidão, eritema

  • Infecção localizada

  • Hemorragia, equimose

  • Ardor

Efeitos relacionados a toxina botulínica, variam conforme o local de aplicação:

  • Comuns: equimose, dor na extremidade, fraqueza muscular, hipertonia, febre e síndrome gripal

  • Região cervical: fraqueza muscular e dificuldade deglutição (disfagia). Depende da marca usada.

  • Região olhos e cabeça: ptose palpebral, olho seco, dor na nuca, rigidez musculoesquelética, mialgia, paresia facial, tensão e espasmo muscular, tensão muscular, erupção cutânea, entre outros.  

ATENÇÃO: DE TOXINA BOTULÍNICA EM SEUS PACIENTES DEVEM ENTENDER PROFUNDAMENTE DE ANATOMIA NEUROMUSCULAR TOPOGRÁFICA E FUNCIONAL DAS REGIÕES A SEREM TRATADAS . O MÉTODO E DOSES RECOMENDADAS DEPENDEM DO PACIENTE, DA INDICAÇÃO, DA LOCALIZAÇÃO E DA EXTENSÃO DOS GRUPOS MUSCULARES ENVOLVIDOS.

CONTRA-INDICAÇÕES A TOXINA BOTULÍNICA – DOR

  • alergia aos componentes da fórmula

  • processo infeccioso no local da aplicação

  • >tratamento concomitante de aminoglicosídeos ou estreptomicina

  • distúrbios generalizados da atividade muscular (Ex. Miastenia Gravis)

  • distúrbios do sangramento e uso de anticoagulantes

  • contraindicação para injeção intramuscular

  • gravidez e lactação

  • alergia lactose ( marca Dysport)

  • reação anafilática a Gelatina Bovina e doenças cardíacas, hepáticas e pulmonares, tuberculose ativa ( marca Prosigne)

 CUIDADOS PÓS APLICAÇÃO

  1. Evitar massagear massagear a região tratada logo após a aplicação

  2. Evitar exercícios físicos durante as primeiras 24 horas após a aplicação

  3. Manter-se na posição vertical e não se deitar durante as primeiras 4 horas após a aplicação.

  4. Pode se notar o aparecimento de um pequeno halo de vermelhidão ou inchaço ao redor dos pontos de aplicação logo após a realização do procedimento. Esta é uma reação normal do organismo decorrente do trauma de qualquer injeção, que regride espontaneamente.

  5. Sensações como dores de cabeça e tensão muscular também podem ocorrer após a aplicação, porém tendem a ser de intensidade leve. Esta sensação pode estar relacionada com o trauma da injeção ou o estado de ansiedade antes, durante e depois do procedimento. Este sintoma costuma ter regressão espontânea.

 TOXINA BOTULÍNICA NO TRATAMENTO DA DOR

Desta maneira, a toxina botulínica comercializada pelo laboratórios farmacêuticos é um agente biológico obtido inativada. A injeção muscular desta toxina, em dose e localização apropriadas, pode enfraquecer seletivamente a musculatura dolorosa, de forma segura e bem tolerada, interrompendo o ciclo espasmo-dor, com diminuição da contratura sem ocasionar paralisia completa.

Além de potente inibidor da liberação de acetilcolina, argumenta-se que a  toxina botulínica tenha outros mecanismos de ação na sensibilização central e na interrupção dos sinais dolorosos:

– normalização da hiperatividade muscular

– normalização da excessiva atividade do fuso muscular

– fluxo neuronal retrógrado para o Sistema Nervoso Central

– ação inibitória na liberação de  neurotransmissores e neuropeptídeos, tanto no tecido periférico, como no sistema nervoso central, o que justifica uma ação anti-inflamatória e analgésica.

 Há diferenças entre cada marca de toxina botulínica, cito as seguintes: Dysport, Botox, Mioblock, Prosigne, Xeomin. Converse com o seu médico sobre qual a melhor para o seu caso.

Este alívio sustentado da dor e da contratura muscular possibilita ao paciente a realização de reabilitação que inclui a realização de exercícios físicos. Imediatamente após ao bloqueio neuromuscular, pode-se iniciar exercícios de alongamentos passivos e terapias manuais de dessensibilização segmentar. Assim que a dor torna-se tolerável, pode-se iniciar exercícios de ganho de amplitude de movimento e exercícios ativos de alongamento e fortalecimento muscular. A longo prazo, pode-se atingir a reeducação neuromuscular, a redução da contratura muscular e a melhora do postura e sobrecarga mecânica.

 

É fundamental interromper o ciclo vicioso da dor!

 

ENXAQUECA CRÔNICA TEM TRATAMENTO COM TOXINA BOTULÍNICA

A evidência científica do uso da toxina botulínica (BOTOX) já está bem estabelecida no quadro de enxaqueca crônica.

A enxaqueca crônica (migrânea crônica) é um tipo de cefaleia crônica diária, caracterizada por uma dor que ocorre em mais de 15 dias por mês, por um período maior que três meses SEM o abuso de medicações sintomáticas, desde que em pelo menos oito dias do mês a dor apresente características típicas da crise de enxaqueca.

Este tipo de dor de cabeça – enxaqueca crônica- provoca um grande impacto na qualidade de vida destes pacientes, com risco aumentado para depressão, ansiedade e dor crônica e maior prevalência de alteração do sono, transtornos respiratórios, dislipidemia e obesidade.

Atualmente a toxina botulínica (onabotulinumtoxinA) é a única medicação aprovada pela ANVISA para o tratamento profilático da enxaqueca crônica (migrânea crônica). O protocolo estudado consiste na aplicação da toxina botulínica em 31 pontos de cabeça, pescoço e ombros. As sessões devem ser repetidas a cada 3 meses, por no mínimo dois a três ciclos.

RESULTADOS: observa-se redução do número de dias com cefaleia, da intensidade e do número de horas de dor, do consumo de medicações de crise (triptanas e analgésicos) e melhora qualidade de vida. Os pacientes referem ainda menos efeitos colaterais e menor índice de abandono.

No entanto, a toxina botulínica pode ser efetiva em vários tipos de cefaleias, além da migrânea, cito a cefaleias com desordens musculares incluindo a cefaleia cervicogênica e a cefaleia crônica associada com lesão cervical tipo chicote (em inglês Whiplash). Entenda melhor o componente muscular das dores de cabeça: Dor de Cabeça e Cervical

DOR MIOFASCIAL TEM TRATAMENTO – TOXINA BOTULÍNICA

Alguns casos de síndrome dolorosa miofascial crônica evoluem refratários ao tratamento de reabilitação instituído. Estes pacientes costumam se beneficiar do procedimento minimamente invasivo de inativação miofascial nos pontos gatilhos com anestésico local associada a técnica de agulhamento seco.

No entanto, há uma parcela de pacientes que apresentam uma melhora temporária deste procedimento e precisam se submeter a múltiplas injeções. Em determinado momento do tratamento, o médico fisiatra pode indicar o bloqueio neuromuscular com toxina botulínica para a manutenção de um efeito mais duradouro.

 

  • An update on botulinum toxin A injections of trigger points for myofascial pain.  Curr Pain Headache Rep. 2014 Jan;18(1):386. doi: 10.1007/s11916-013-0386-

  • Botulinum toxin type a injections for cervical and shoulder girdle myofascial pain using an enriched protocol design. Anesth Analg. 2014 Jun;118(6):1326-35. doi: 10.1213/ANE.0000000000000192.

  • Botulinum toxin type A (BOTOX) for refractory myofascial pelvic painFemale Pelvic Med Reconstr Surg. 2013 Sep-Oct;19(5):288-92. doi: 10.1097/SPV.0b013e3182989fd8.

  • Therapeutic applications of botulinum neurotoxins in head and neck disorders. Saudi Dent J. 2015 Jan;27(1):3-11. doi: 10.1016/j.sdentj.2014.10.001. Epub 2014 Dec 13. 

  • Application of Botulinum Toxin in Pain Management Korean J Pain. 2011 Mar; 24(1): 1–6.

Ressalto que a toxina botulínica está bem indicada na Síndrome do Piriforme.

 

  • BOTOX and physical therapy in the treatment of piriformis syndromeAm J Phys Med Rehabil. 2002 Dec;81(12):936-42.

  • Low-dose botulinum toxin type A for the treatment of refractory piriformis syndrome. Pharmacotherapy. 2007 May;27(5):657-65.

  • Botulinum toxin type B in piriformis syndrome. Am J Phys Med Rehabil. 2004 Mar;83(3):198-202.

FATORES PERPETUANTES NÃO MODIFICÁVEIS

Outra indicação é no paciente que possui fatores perpetuantes da dor miofascial que não podem ser eliminados, por exemplo, o paciente que possui deformidades estruturais que causam sobrecarga muscular e desencadeiam o quadro de síndrome dolorosa miofascial persistente e crônica. Como no caso de paciente que evolui com dor miofascial por aumento da escoliose devido uma fratura por osteoporose.

DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR – DTM

Nos pacientes com problemas na articulação temporomandibular é frequente que a dor miofascial crônica seja secundária ao quadro de hiperatividade da musculatura mastigatória (apertamento e bruxismo) e hipermobilidade do côndilo.

Nestes casos, pode-se observar irradiação para a região do músculo afetado, durante o sono ou após exercício intenso da musculatura mastigatória (masseter, temporal, pterigoideo medial e lateral, digástricos). Dentre os quadros de dor na região da boca e da face ( DOR OROFACIAL), destacam-se as dores de origem músculo-esquelética, também conhecidas como Disfunções temporomandibulares.

Até 91 % dos pacientes tratados do toxina botulínica apresentaram melhora estatisticamente significativa  em estudo prospectivo placebo-controlado. Ressalto que ambos os grupos estudados estavam em uso da placa miorrelaxante, técnicas relaxantes e massagem.

 


  • Efficacy of botulinum toxins on bruxism: an evidence-based review. Int Dent J. 2012 Feb;62(1):1-5. doi: 10.1111/j.1875-595X.2011.00085.x

 

DOR LOMBAR, CIÁTICA, CITALGIA, LOMBALGIA, DOR NAS COSTAS TEM TRATAMENTO – TOXINA BOTULÍNICA

Na dor lombar crônica, pode-se indicar o uso de toxina botulínica na presença dos seguintes critérios de inclusão:

  • Dor  há no mínimo 6 meses

  • Idade mínima de 18 anos

  • Falha no tratamento medicamentoso preconizado ou em tratamento de reabilitação ou cirúrgico.

A aplicação na dor lombar pode ser realizada de modo unilateral ou bilateral, com base no padrão predominante de distribuição da dor. O primeiro local de injeção é selecionado no nível da vértebra mais intensa ( definido pelo paciente e pelo médico através da palpação digital muscular profunda e pela técnica de sensibilização segmentar espinhal).

Deve-se aplicar injeções subsequentes em pelo menos um e frequentemente dois níveis acima e abaixo da localização da dor. Em casos selecionados, os pacientes podem receber injeção em 5 pontos da musculatura paraespinhal entre os níveis de L1-S1. Quando a dor se estende lateralmente, a mesma dose é administrada mais lateralmente ao  nível do músculo paraespinhal.

Sugiro a leitura do texto que aborda o componente miofascial e de sensibilização segmentar espinhal da lombalgia AQUI


A dose por injeção (por ponto) é feita, em média,  com 40 – 50 U. A dose total por sessão pode variar de 200-500 U dependendo de dor unilateral ou bilateral.

DOR NEUROPÁTICA  TEM TRATAMENTO – TOXINA BOTULÍNICA

A dor neuropática crônica resulta da lesão do sistema nervoso periférico ou central (sistema somatossensorial) e representa uma anormalidade na transmissão nervosa que se desenvolveu em decorrência da lesão. Leia mais sobre as neuropatias em membros inferiores em post específico.

 

Este mecanismo  difere do mecanismo de nocicepção (por exemplo, dor aguda de quando você corta um dedo). Na dor aguda, a experiência dolorosa pode ser aumentada pela liberação de agentes pró-inflamatórios (citocinas, adenosina, bradicina, serotonina e prostaglandinas) que podem alterar ou sensibilizar a transmissão neuronal e criar estado temporário de dor neuropática.

 

Nos quadros de síndrome complexa de dor regional tipo I (SCDR I), observa-se frequentemente dor miofascial em músculos próximos do membro afetado mostrando que diferentes tipos de dor podem coexistir no mesmo paciente. Ressalto que a síndrome dolorosa miofascial pode apresentar sensações semelhantes da dor neuropática (hiperestesia, parestesia, queimação, fisgada e alodínea) e disfunção autonômica.

 

Demonstrou-se em estudo clínico efeito da toxina botulínica em pacientes com síndrome complexa de dor regional tipo I que concomitantemente apresentem dor miofascial. Foi aplicado 300 UI de toxina botulínica nos músculos do mesmo lado da lesão, bem como em regiões paracervical, suboccipital e periescapular.

Músculos injetados (25-50 U dependendo do tamanho), baseado no relato da dor máxima e na identificação do ponto gatilho ao exame físico fisiátrico:

– Esternocleidomastoideo,

– Trapézio

– Esplênio da cabeça

– Esplênio do pescoço

– Supra e Infraespinhoso

– Romboide

Há ainda alguns estudos que relatam o efeito positivo da toxina botulínica na redução da dor secundária a neuralgia trigeminal (25-75U).

  • Therapeutic efficacy and safety of botulinum toxin type A in trigeminal neuralgia: a systematic review. J Headache Pain. 2013 Aug 21;14:72. doi: 10.1186/1129-2377-14-72.

  • Two doses of botulinum toxin type A for the treatment of trigeminal neuralgia: observation of therapeutic effect from a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. J Headache Pain. 2014 Sep 27;15:65. doi: 10.1186/1129-2377-15-65.

  • Botulinum toxin type A for the treatment of trigeminal neuralgia: results from a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Cephalalgia. 2012 Apr;32(6):443-50. doi: 10.1177/0333102412441721. Epub 2012 Apr 5.

  • A new treatment paradigm for  trigeminal neuralgia using Botulinum toxin type A. Laryngoscope. 2014 Feb;124(2):413-7. doi: 10.1002/lary.24286. Epub 2013 Aug 5.

 Em outro estudo, indicou-se a toxina botulínica no tratamento da dor segmentar em queimação secundária a lesão da medula espinhal. Realizou-se 16-20 injeções subcutâneas múltiplas de 5 U (dose total 100 U) repetidas a cada 3 meses. Estas aplicações alteram os mecanismos periféricos da transmissão da dor, com redução da sensibilização central e dos sintomas da dor neuropática.

 

  • A focused review on the use of botulinum toxins for neuropathic pain. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12569966

 

 RESUMINDO

O tratamento da dor com toxina botulínica é segura e bem tolerada, quando bem indicada em desordens dolorosas crônicas. Apesar do alto custo do tratamento, deve ser considerado devido a baixa incidência de efeitos colaterais. Outro benefício é a redução dos medicamentos adjuvantes e tempo de ação, com duração de 3-4 meses por dose.

No entanto, ressalto que o melhor procedimento é aquele realizado no momento certo e com a indicação precisa e individualizada. Os procedimentos minimamente invasivos representam um das etapas do programa de reabilitação do paciente, mas não a única.

Deste modo, eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que sem dor, consegue iniciar os exercícios terapêuticos de alongamento e fortalecimento, restabelecendo a função, modificando os fatores desencadeantes, os vícios posturais e as atitudes antálgicas, com resultados mais eficazes.

No entanto, a realização isolada de um único procedimento, sem outras medidas preventivas, educativas e corretivas, pode não atingir o máximo de benefício para o paciente, ou até não tão duradouro quanto esperado. Por isto que faz diferença consultar um médico especializado em reabilitação e dor.


Recursos no Tratamento
da pessoa com dor


Quer ficar por dentro das novidades do canal Dor Tem Tratamento inscreva-se!! 

Conquiste bem estar e qualidade de vida: Dor tem Tratamento!!!
Converse sobre as suas dúvidas com um médico especializado em reabilitação (Fisiatria). Entenda melhor como é a reabilitação da dor pelo médico Fisiatra aqui

cropped-capa-blog.jpg
Médica Fisiatra – Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor

Para mais informações ou agendamento de sessões terapêuticas com a Dra Maike Heerdt entre em Contato

 

18 comentários

Pular para o formulário de comentário

  1. CAMILA

    Olá Dra. Gostaria de saber se a toxina butulínica pode ser usada no tratamento da dor na região cervical (nuca,ombro,braços)?? Minha dor é tão intensa que nada passa a dor

    1. Maike Heerdt

      Prezada Camila,

      Muito obrigado pelo seu comentário.
      O bloqueio neuromuscular com toxina botulínica é uma estratégia de tratamento neste tipo de dor : cervicobraquialgia. A indicação depende de critérios clínicos, os resultados são melhores quando há sensibilização segmentar espinhal ou neuropatia.

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  2. Noroel

    Esse tratamento com botox tem alguma eficácia para dor neuropatica em quem teve lesão do plexo braquial? Se sim ,atrapalha na recuperação dos músculos?

    1. Maike Heerdt

      Prezado Noroel,

      Obrigado pelo interesse no assunto e pelo comentário.

      A toxina botulínica produz um bloqueio neuromuscular, ou seja, bloqueia substancias que causam contratura e espasmos muscular. Dessa maneira causa o relaxamento da contratura muscular secundária a dor neuropática, além disso observou-se efeito de neuro modulação e dessensibilização em pacientes com dor neuropática. Deste modo a toxina pode ser indicada em casos de falência de outras intervenções. Você já passou por uma avaliação e verificou a indicação do estimulador medular?

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  3. paulino

    ola dra, como vai?
    tenho sindrome do piriforme ja fiz fisioterapia e nada ainda continuo com a dor com a compressao no nervo ciatico
    e esta´doendo ainda…
    gostaria de saber o valor desta injecao butolinica no piriforme?
    mt obg

    1. Maike Heerdt

      Prezado Paulino,

      Obrigado pelo seu comentário,

      Para mais informações sobre as sessões fisiátrica com a Dra Maike e procedimentos, peço por gentileza que entre em contato email: kurt@dortemtratamento.com.br ou whatsapp: (11)982898651

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  4. Rinaldo Alves dos Santos

    Boa noite, Dra. Maike
    Encontrei seu site e acho que descobri uma solução para meu problema rs, fiquei até emocionado quando li as informações que nele tem.
    Eu tenho dor cronica a mais de 10 anos e já não aguento mais, tenho DTM, bruxismo, apertamento nos dentes mandíbula, dor na nuca (terríveis) e também dor de cabeça que acho que é decorrente ao DTM. Não consigo dormir porque a dor vem forte demais de madrugada mas também sinto dor de dia. Tomo relaxante muscular e remédio para dormir mas já não adianta mais.
    Preciso de ajuda não aguento mais.

    Rinaldo Alves
    São Paulo – SP

    1. sidney consani

      Rinaldo, boa tarde, também sofro com essas mesmas dores, e estou fazendo varios tratamentos, já tomei tanto remédio que tenho umas 02 farmacias em casa, porém um remédio que está me ajudando é 60 gotas de novalgina com 01 comprimido de Naratriptana, porém só faz efeito se for NOVALGINA, essas dipironas genéricas de nada resolve, espero que até resolver seu problema essa dica lhe ajude a minimizar a dor, a noite pra dormir ciclobenzaprina é um relaxante bom e ajuda no sono.

  5. Roberto lamb Gonçalves

    Dra.Maike sou médico cirurgião geral,há mais ou menos sinto dor no ilíaco direito incapacitante.Informo que fui submetido a seis cirurgias na coluna vertebral nesse período de vinte anos.Hoje estou com uma artrodese toraco lombar T10 a L5,mas persisto com dor crônica e incapacitante.Ja tentei vários tratamentos em clínica de dor.Minha história é muito longa,impossivel de relatar nesse espaço.
    Estou sofrendo muito,gostaria muito de ouvir sua opinião.Moro em Niterói RJ.
    Desde já agradeço sua atenção.

    1. Maike Heerdt

      Prezado Roberto,

      Muito obrigada pelo seu contato e por compartilhar a sua história aqui.

      A síndrome pós-artrodese é realmente desafiante e comumente esta associada a síndrome dolorosa miofascial de quadrado lombar e sensibilização segmentar espinhal. A Dra Maike Heerdt possui metodologia especifica para o tratamento destes casos sendo essencial o exame físico biomecânico presencial.

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  6. Miguel

    Dr, meu pai tem uma dor crônica alodinea na perna com nefraugia constante. Gostaria de saber se terá melhoras no tratamento com botox

    1. Maike Heerdt

      Boa Noite Miguel
      Agradeço muito o seu comentário.
      A síndrome dolorosa de dor neuropática (neuralgia) exige exame físico detalhado pois geralmente cursa evoluir para o quadro de dor mista e síndrome dor complexa regional. A Toxina Botulínica é uma possibilidade terapêutica no alívio da dor neuropática, pois produz efeitos de neuromodulação e bloqueio neuromuscular. Ressalto que cada deve ser examinado com critério.
      Consulte o quanto antes um médico Fisiatra, especialista em reabilitação da dor neuropática e também com experiência em Toxina Botulínica.
      Dra Maike Heerdt

  7. Cristina Moraes

    Gostaria de saber qual o custo do tratamento com está enzima na coluna cervical, com hérnia de disco extrusa?

    1. Maike Heerdt

      Bom dia Cristina
      O tratamento deve ser individualizado após a consulta médica. Gratidão pela visita.

    2. Maike Heerdt

      É necessária a avaliação clínica para identificar se há benefício ou não com a toxina botulínica e quantas unidades seriam necessárias. Há inúmeras estratégias efetivas para a hérnia extrusa, além da aplicação da toxina. Hoje sabemos que 96% da hérnia extrusa é reabsorvida como tratamento não cirúrgico.
      Espero que você melhore cada dia mais.
      Dra Maike

  8. Maike Heerdt

    Ainda temos muito a aprender com os efeitos da toxina botulínica. Mas alguns pacientes possuem uma excelente evolução com este procedimento.

  9. Anônimo

    Vocês aplicam em pessoas com diagnóstico de neuralgia do pudendo e dores miofascial, piriforme, e adutores.

  10. Bruno Maia

    Há toxina botulínica tem predileção por botões sinápticos de fibras eferentes e glândulas. Há toxinas que têm predileção por fibras nervosas aferentes e receptores TRPV1, como a RTX(Resiniferatoxina) e Saxitoxina. Entretanto, a julgar pelo andar das pesquisas, estas substâncias demorarão mais 50 anos pra estarem disponíveis.

    Ablation of rat TRPV1-expressing Adelta/C-fibers with resiniferatoxin, http://www.molecularpain.com/content/6/1/94

Deixe uma resposta