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jun 03

LIBERAÇÃO MIOFASCIAL, DOR MIOFASCIAL TEM TRATAMENTO!

LIBERAÇÃO MIOFASCIAL,

A síndrome dolorosa miofascial, quadro de difícil diagnóstico e pouco aprofundada nas faculdades de medicina: DOR MIOFASCIAL, O QUE É?

No entanto, ressalto que este tipo de dor deve ser abordada de modo global. Quanto mais precoce o tratamento, melhor será a evolução, o bem estar e a qualidade de vida do paciente!

 

O médico fisiatra realiza a história clínica, o exame neurológico e musculoesquelético minucioso do paciente, buscando um diagnóstico adequado. Pesquisando comorbidades, hábitos e cirurgias prévias que podem causar e agravar o quadro de dor . Explora os detalhes do quadro de dor (inicio, duração, frequência, qualidade, intensidade, características, irradiação da dor referida, fatores de piora, fatores de alívio, fatores perpetuantes, sintomas associados).

Após essa avaliação criteriosa, define-se propostas e metas de tratamento buscando uma melhora da qualidade de vida e funcionalidade. Prossegue-se com a avaliação e indicação de determinados medicamentos que podem auxiliar no tratamento da dor miofascial e o momento para a realização de determinados procedimentos.

 
 
 

 

 Inativação de Pontos-gatilho Miofasciais (Liberação Miofascial)

Infiltração anestésica

Após a identificação dos pontos dolorosos que reproduzem a dor do paciente, prossegue-se com a realização do procedimento minimamente invasivo e eficiente de inativação dos pontos miofasciais.

Consiste na injeção de anestésico local no ponto gatilho associada a técnica de agulhamento seco para desfazer o ponto doloroso e a fibrose no músculo.

Após o procedimento, pode ocorrer “dolorimento” no local da aplicação e equimoses (manchas roxas).
Esta intervenção torna-se mais eficaz quando seguido de aplicação de calor (compressas mornas) e associado a exercícios terapêuticos de alongamento dos músculos abordados, de modo complementar ao tratamento.

No casos crônicos, a inativação pode ser antecedido pelo bloqueio nervoso paraespinhoso, produzindo alívio rápido da dor pode recomenda-se no mínimo 3 – 4 sessões (1x semana).

Agulhamento seco

Consiste numa técnica minimamente invasiva, realizada pelo médico, envolve a inserção de agulhas de liga metálica, de ponta romba (menos lesivas), diretamente nos pontos dolorosos locais, com o objetivo de relaxar as bandas miofasciais tensas, inativando os pontos- gatilho miofasciais, produzindo um twitch (contração súbita) e diminuindo o quadro de dor.

 Terapia por Ondas de Choque

As Ondas de Choque são um tipo de energia mecânica que penetram no tecido lesado e provocam um fenômeno chamado de cavitação, onde microbolhas se rompem provocando microrupturas no tecido, causando a liberação de substâncias anti-inflamatórias locais e também estimulando um aumento na microcirculação local.

Este aumento de circulação local, leva a um processo de alívio da dor, relaxamento muscular, reparação tecidual e até mesmo estimulação óssea da área tratada.

 

 

O tratamento é ambulatorial, realizam-se de 3 a 6 sessões, com intervalo de uma semana entre cada aplicação. São aplicadas 2000 ondas em cada sessão.

As Ondas de Choque são indicadas principalmente quando o quadro é refratário a outros tratamentos e quando a . Síndrome Dolorosa Miofascial está associada a processos inflamatórios periarticulares (epicondilite do cotovelo, fasciíte plantar, tendinite calcárea do ombro, pseudoartroses, tendinite aquiles, tendinite patelar, tendinite pata de ganso, bursite trocantérica, pubeite, bursite de ombro, entre outros).

 

Outras modalidades

Além disso, há outras técnicas para analgesia e liberação pontos-gatilho, tais como. Spray ao longo do comprimento do músculo, terapia manual com pressão nos pontos dolorosos (compressão isquêmica), fricção profunda, uso de TENS, ultrassom, relaxamento, meditação, hipnose, laser, biofeedback, calor local e acupuntura.

Técnicas que também devem ser seguidas de alongamento muscular específico.

Exercícios Terapêuticos

Ressalta-se que a prescrição de exercícios no tratamento da dor musculoesquelética (como a miofascial) é tão importante quanto a .Prescrição de medicamentos e técnicas para inativar os pontos-gatilho, os procedimentos SEMPRE devem ser seguidos de exercícios com o objetivo de restauração da amplitude do movimento articular, alongamento miotendíneo e fortalecimento muscular.

Há uma infinidade de modalidades de exercícios que devem ser individualizadas para cada pessoa, entre elas: alongamento domiciliar. Hidroterapia, Pilates, Reeducação Postural Global (RPG), treinamento funcional, entre outros.

 

 

Deve-se ainda educar o paciente a remover e evitar os fatores que perpetuam o quadro.

Orientações Nutricionais

Os casos crônicos podem se beneficiar de seguimento com um profissional especializado em nutrição (nutricionista) para adequar as necessidade calórico- proteicas, micronutrientes e macronutrientes, promovendo um ambiente nutricional adequado para a reabilitação muscular. Lembre-se “você é o que você come”.

Psicoterapia

O seguimento e suporte psicoterápico é fundamental para auxiliar o paciente a assumir uma postura ativa durante o tratamento, para aprender a manejar os sintomas ansiosos e depressivos, para desenvolver estratégias de enfrentamento da dor crônica – ajudando o paciente a encarar as dificuldades emocionais, sociais e físicas que a dor crônica impõe.

 

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor


 

Por fim, o diagnóstico e o tratamento para a dor miofascial devem ser realizados o mais precocemente possível, evitando. A cronificação e o sofrimento prolongado, prevenindo a recorrência, ouvindo o nosso corpo, atentos às posturas que adotamos durante. O dia, fazendo exercícios regularmente e aprendendo a lidar com fatores de estresse.

FONTE FIGURAS: Travel e Simonns

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3 comentários

  1. Marcelo

    Bom dia !
    Primeiramente, parabéns pelo blog é o melhor material que tem na internet para as pessoas que estão com as mesmas dúvidas e aflições que estou sentindo.
    Depois de passar por 3 ortopedistas me deram o diagnóstico de estar sofrendo com a Síndrome Miofascial interescapular do lado direito e disseram para que eu procurasse um clínico da dor, me consultei com o clínico da dor e me propôs o tratamento com o ante depressivo cloridrato de venlafaxina 37,5 mg por 30 dias, só que foi uma consulta bem rápida e me trouce bastante insegurança e muitas dúvidas, eu acredito não estar sofrente de depressão, pesquisei bastante e não tenho todos os sintomas, estou atravessando uma fase bastante complicada no trabalho, muita pressão, problemas familiares mais acredito que não me enquadrar ne uma depressão profunda, já tenho essa dor a mais ou menos 4 anos e ela vai volta e se tornou bastante crônica, tenho 23 anos. A minha maior dúvida atual e de começar a tomar a medicação e me fazer muito mal pelos efeitos colaterais causado pelo anti depressivo e por ser um medicamento que posso me viciar ou se transformar posteriormente em uma depressão, o que devo fazer? Procuro outra opinião de um outro especialista ou talvez seja o melhor tratamento para o meu caso ?
    Muito Obrigado!

    1. Maike Heerdt

      Muito Obrigada por compartilhar a sua história. Cada caso deve ser individualizado e avaliado adequadamente numa consulta médica presencial, com história e exame clínico com um médico com experiência neste tipo de dor são essenciais para o tratamento efetivo da dor miofascial.
      Agradeço o seu comentário.
      Atenciosamente,
      Dra Maike Heerdt

    2. Maike Heerdt

      Boa Noite Marcelo
      Eu não posso opinar sobre o seu caso pois não fiz uma avaliação detalhada presencial. Procure um profissional que lhe dê atenção e segurança. Dor é coisa séria e o tratamento também depende da relação médico-paciente.
      Espero que você melhore cada dia mais.
      Dra Maike Heerdt

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