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jul 04

LESÃO NO JOELHO TEM TRATAMENTO!

Lesão no joelho

Por que tanta gente machuca o joelho nos esportes, como futebol e basquete?
A  articulação do joelho é uma das mais complexa dos membros inferiores,  que mais permite mobilidade, com uma extensão grande do movimento.

Além disso, colocamos muita sobrecarga nele, sujeito frequentemente a lesões por quedas, acidentes (principalmente em determinados esportes) e lesões degenerativas por  desgaste, obesidade e envelhecimento.

Quando se associa a presença de musculatura enfraquecida e disfuncional, aparecem dores, sensação de falseio, bloqueio/ travamento,  inchaço, limitação de função, crepitação articular.

Existem inúmeros tipos lesões esportivas que podem evoluir com dor no joelho, a depender de qual estrutura está acometida:

– Ossos e articulações: esta articulação é dividida em fêmoro-tibial (entre o fêmur e a tíbia) e fêmoro- patelar (entre o fêmur e a patela). A cartilagem articular  recobre as extremidades ósseas, o que permite o deslizamento normal com um pequeno grau de atrito.

Já o líquido sinovial é responsável pela lubrificação da articulação. As lesões esportivas mais comuns destas estruturas são a osteoartrite, a condromalacia.

FONTE: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-39842006000300004

– Ligamentos são faixas de tecido resistente (conjuntivo fibroso) que conectam as extremidades ósseas, possuem inúmeros receptores sensitivos ( inclusive para dor e propriocepção).

São estabilizadores passivos:  LCP – Ligamento cruzado posterior, LCA – Ligamento cruzado anterior, LCM – ligamento colateral medial, LCL- ligamento colateral lateral.

Pode ocorrer rompimento parcial ou total destes ligamentos, principalmente durante movimentos torcionais. Lesão muito comum em atletas de esportes de contato direto, como o futebol ou o rúgbi. No entanto, também pode ser encontrada nos casos de lesões degenerativas ( não – traumáticas).

 

Lesão do ligamento cruzado anterior

A lesão ligamentar pode ser classificada da seguinte maneira:
Grau I – Estiramento leve. O ligamento é levemente danificado em uma entorse.
Grau II – Ruptura parcial do ligamento
Grau III – Ruptura completa do ligamento, instabilizando a articulação.

 

Lesão do ligamento colateral

Saiba mais como funciona a reconstrução cirúrgica da reconstrução do ligamento cruzado anterior neste vídeo didático:

– Menisco lateral e medial são estruturas de fibrocartilagem  com as seguintes funções: lubrificação, estabilização, amortecimento e distribuição do peso exercido dentro da articulação. Lesões meniscais são associadas ao desgaste progressivo da cartilagem articular e desenvolvimento de osteoartrite.

As lesões traumáticas geralmente ocorrem durante entorse repentina do joelho em flexão extrema.
torção do joelho.

– Tendões são cordões  fibrosos de tecido conjuntivo, através dos quais os músculos se inserem nos ossos, com função de manter o equilíbrio estático e dinâmico do corpo, permitindo a distribuição das forças de todas as partes do músculo. O maior tendão do joelho é o tendão patelar.

As lesões mais frequentes são as tendinites e as roturas do tendão, que podem estar associadas a inflamação nas bursas sinoviais, amortecedores entre os tendões, ossos e a pele.

Anatomia do joelho
Tendinite patelar

– Fáscias, com destaque para o Trato iliotibial, que quando inflamado produz o quadro do ” Joelho do corredor” também conhecido como  Síndrome do Trato Iliotibial. Quadro comum em praticantes de esportes que envolve  flexões repetidas dos joelhos.

Anatomia do músculo tensor da fáscia lata e da Banda iliotibial

– Nervos: são responsáveis pela sensações e pelo controle muscular. Destaca-se o nervo femoral e as sub-divisões do nervo ciático ( nervo tibial e nervo fibular). Estas subdivisões podem ser danificadas por lesões ao redor do joelho. Vasos sanguíneos, a artéria e as veias poplíteas passam atrás do joelho, essenciais no suprimento para as pernas e pés.

Atitudes para evitar lesão no joelho

– Músculos

As principais lesões musculares no esporte são a contusão e o estiramento muscular. Mas o atleta e praticante de esportes também podem evoluir com um quadro de síndrome dolorosa miofascial.

 

DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO POSTERIOR DO JOELHO

MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO
MÚSCULOS GASTROCNÊMIOS
MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS E BÍCEPS FEMORAL
MÚSCULO POPLÍTEO

DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO LATERAL DO JOELHO

 MÚSCULO QUADRÍCEPS – VASTO LATERAL
MÚSCULO TENSOR DA FÁSCIA LATA

 

 

DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO ANTERIOR DO JOELHO – PATELA

MÚSCULO QUADRÍCEPS – RETO FEMORAL

 

MÚSCULO QUADRÍCEPS – VASTO INTERMÉDIO
MÚSCULO ADUTOR LONGO E CURTO

DOR MIOFASCIAL NA REGIÃO INTERNA DO JOELHO

 

 MÚSCULO GRÁCIL

 

MÚSCULO QUADRÍCEPS – VASTO MEDIAL
MÚSCULO ADUTOR MAGNO

COMO PREVENIR LESÕES NO JOELHO?

Pratique exercícios físico, com foco em fortalecimento e estabilização articular: Treino de fortalecimento, flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio e propriocepção.

Evite sobrecarga, inclusive aquela causada pela obesidade e o uso de saltos altos.

Use tênis que ajude a absorver o impacto.

Evite ficar com o joelho dobrado por muito tempo, em ângulo superior a 90 graus. Por exemplo, não dirija com o banco muito próximo do volante, não fique na frente do computador ou da televisão com os joelhos dobrados.

 
Recursos no Tratamento
da pessoa com dor
 

– Acupuntura

Considerada efetiva na redução da dor e da incapacidade funcional da lesões esportivas em joelhos.

– Bloqueio de nervo femoral, safeno e  paraespinhoso L3/L4

FONTE: Bloqueio nervo femoral – http://www.anestesiaregional.com/

– Infiltração extra-articular (bursa, tendão e ligamentos)

– Infiltração intra-articular de joelho

– Viscossuplementação

Infiltração de ácido hialurônico

– Inativação pontos – gatilho miofasciais comprometidos

– Mesoterapia

– Terapia por ondas de choque

PROCEDIMENTOS ORTOPÉDICOS (indicados em casos refratários e atletas de alto rendimento):

– via artroscopia

– via aberta

Ressalta-se que a dor nos joelhos podem ser altamente incapacitante. Após uma avaliação criteriosa do médico Fisiatra, elabora-se um plano terapêutico individualizado e todos os esforços devem direcionados ao controle da dor e da restauração funcional.

Em casos selecionados, pode-se indicar procedimentos de reabilitação ou até mesmo a avaliação do cirurgião ortopedista. De qualquer forma, os procedimentos representam uma das etapas do processo de recuperação, mas não a única.

Eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que sem dor, consegue iniciar os exercícios terapêuticos para restabelecer a função, modificando os fatores desencadeantes e  os vícios posturais, com resultados mais eficazes.

Como em outras síndromes dolorosas crônicas, as orientações terapêuticas devem incluir mudanças de hábitos posturais inadequados em sono e vigília, hábitos alimentares e ingesta hídrica, exercícios terapêuticos, uso de medicamentos, entre outros.

Desconfie de soluções mágicas e fáceis.

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