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jan 30

DSR DISTROFIA SIMPÁTICO REFLEXA – CASO DE SUCESSO

O tratamento da DSR distrofia simpático reflexa. – História de superação

dsr

No último artigo distrofia simpático reflexa – Parte 1 http://dortemtratamento.com.br/distrofia-simpatico-reflexa/ , eu escrevi e expliquei alguns fatores que tornam o caminho de tratamento tortuoso e demorado. Mas eu acredito e analiso que o conhecimento é a melhor forma de empoderamento e de prevenção do estágio crônico para VOCÊ que recebeu o diagnóstico de distrofia simpático reflexa.

Além disso, percebi que as informações sobre a distrofia simpático reflexa que VOCÊ encontra na internet são realmente assustadoras e não condizem com a realidade. Eu gostaria que VOCÊ se perguntasse o seguinte :

Qual a decisão EU tomo para superar a distrofia simpático reflexa ?

Lembre-se : há pessoas que melhoram da DSR. No entanto, elas tomaram uma decisão de procurar um profissional experiente em DSR, elas foram atrás de soluções e não ficaram satisfeitas quando profissionais de saúde afirmaram que não iriam melhorar. Elas aceitaram o diagnóstico e se comprometeram com tratamento.

PS.: Infelizmente, há médicos e outros profissionais de saúde que fazem muitas afirmações equivocadas.

Minha experiência com a DSR- distrofia simpático reflexa

Eu, Maike Heerdt, lembro como se fosse hoje quando atendi meu primeiro caso de DSR. Foi em 2005, um dos primeiros casos que atendi na Liga de Dor Multidisciplinar da UFSC, guiada pelo mestre Dr Li Shi Min.

A paciente tinha uma pele brilhante, o braço era inchaço, frio e com um suor, sentia uma dor tipo choque com um sopro leve e não conseguia movimentar aquele braço por causa das fortes dores. Ela já chegou com o diagnóstico de DSR e havia procurado inúmeras direções de tratamentos.O caso era tão desafiante que o Dr Li propôs que eu fizesse uma apresentação oral para os colegas.

O que mudou?

De lá pra cá, muita coisa mudou em relação a distrofia simpático reflexa. O termo usado era Causalgia, hoje o termo mais atual é Síndrome de Dor Complexa Regional (SDCR). Os médicos dos grandes centros urbanos estão mais atentos e estão fazendo o diagnóstico de distrofia simpático reflexa cada vez mais precoce. Ontem mesmo eu atendi 3 novos casos que já chegaram com o diagnóstico de DSR. Além disso, algumas alterações na ressonância e na termometria podem sugerir o diagnóstico de distrofia simpático reflexa.

O que não mudou?

Ainda é difícil encontrar médicos e profissionais de saúde com experiência no tratamento eficaz e seguro da distrofia simpático reflexa, condição potencialmente deformante. Além disso, é raro encontrar informações claras e objetivas de pessoas que já melhoraram da DSR.

A superação do quadro é mais eficiente quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento.

Como falo para os pacientes: as pessoas, que se comprometeram com o tratamento e melhoraram da distrofia simpático reflexa,  estão vivendo a VIDA, de forma plena. E poucos entram em fóruns e grupos de facebook para encorajar as pessoas com o mesmo tipo de problema.

Diante deste contexto e com o objetivo de encorajar pessoas que recebem o diagnóstico de distrofia simpático reflexa, pedi para um paciente especial contar como foi o seu plano de tratamento e qual foi a rota traçada para superar o diagnóstico de Distrofia Simpático Reflexa.

CASE DE SUPERAÇÃO

Após uma queda, eu tive uma fratura grave, multifragmentar em cotovelo esquerdo. Após 18 dias da fratura, eu passei por uma cirurgia (com placas, parafusos e fios metálicos) . Tive o braço imobilizado por tipóia durante 45 dias. Quando foi tirada a tipóia, todo o membro possuía limitação de movimento, com edema (inchaço) do braço aos dedos.

Passados 2 meses da cirurgia, eu vinha evoluindo com bons resultados na fisioterapia. Mas no retorno com o cirurgião, constatou-se a distrofia simpático reflexa. Havia rigidez e atrofia na mão e coloração alterada do braço. Foi prescrito novo tratamento medicamentoso e manteve-se o tratamento fisioterápico.

Depois de recuperar o movimento do ombro, que esteve muito limitado, eu estava trabalhando para ganhar amplitude de movimento do cotovelo, punho e dedos, quando surgiu uma forte dor ao flexionar o cotovelo, impedindo o movimento e a função do braço. Com isso, eu tive que manter o braço sempre estendido e interromper a fisioterapia.

Diante deste quadro, o cirurgião optou por uma segunda cirurgia, agora para a retirada de um fio, o qual poderia estar tocando o nervo ulnar e provocando a dor. Permaneci mais 10 dias com uma nova imobilização. No segundo dia após a retirada da tipóia, instalou-se uma dor em queimação na mão, que eu não podia suportar. Por sorte, esticando-se o braço ela desaparecia instantaneamente. Outra situação que provocava esta dor era o contato com água ou superfícies frias. No caso de agua fria ou vento frio, a dor cessava imediatamente ao envolver a mão com lã. A dor não se espalhava pelo braço, ficava apenas na mão e era igual a se encostar a mão em uma panela fervendo.

Então, eu fui aconselhado por um médico ortopedista a procurar um médico clínico de dor. Durante as pesquisas na internet, encontrei a Dra Maike, que tinha familiaridade com o tratamento da DSR. Como eu moro no interior de Minas Gerais, viajei para passar em consulta o mais breve possível pois eu tinha lido que o tratamento precoce fazia muita diferença no sucesso do tratamento.

Cheguei a consulta sem mexer o braço esquerdo, só usava o braço direito para abrir portar, pegar papeis. Após uma sessão detalhada, confirmou-se que o diagnóstico era distrofia simpático reflexa – Fase Subaguda. Deste modo, a Dra Maike prescreveu o PROTOCOLO INDIVIDUALIZADO – FASE SUBAGUDA. Nesta consulta, ela foi muita clara sobre a necessidade de reduzir a dor neuropática e a dor inflamatória para iniciarmos o quanto antes o passo mais importante do tratamento: o movimento.

Após a primeira sessão, iniciei o protocolo com terapêutica medicamentosa e o uso de uma luva de biocerâmica. A dor cessou no décimo primeiro dia, liberando-me assim o movimento depois de quase três meses. Comecei  então com os exercícios propostos. Optei por permanecer na cidade de São Paulo até a próxima sessão em 6 semanas.

Eu fui na segunda sessão com a Dra Maike, sem dor, podendo flexionar o cotovelo, movimentando os dedos, com pequena restrição de amplitude de movimento. Eu já aceitava ser tocado no exame físico. A coloração do braço estava melhor. A minha eletroneuromiografia foi avaliada pela médica e constatou-se: Neuropatia ulnar, com baixo recrutamento interósseo e tricipital. Manteve-se as medicações para dor neuropática, completei  o uso de medicamentos para dor inflamatória. A Dra Maike iniciou a segunda fase do tratamento com vitaminas para melhorar a qualidade óssea e liberou a progressão de exercícios com descarga de peso e fortalecimento.

Tudo corria bem, quando passei por um novo problema: sofri uma nova queda. Fiquei com uma forte dor no braço, tendo que mantê-lo novamente imóvel em extensão de cotovelo. Após 2 meses, detectou-se uma nova fratura, agora na extemidade superior do úmero, a qual já estava consolidada. Desta maneira, eu tive autorização para movimentar o ombro. Já havia voltado ao trabalho, movimentando-o com cautela, depois de um mês imóvel.

Após 7 meses da sessão inicial, compareci conforme combinado à 3ª sessão com a Dra Maike. Mesmo sem fazer fisioterapia há 10 meses, eu não apresentava qualquer dor e tinha uma certa limitação de amplitude de movimento (ADM) do ombro, que flexionava 95 graus e a extensão naõ era completa porém funcional. Na mão ainda existia a mesma sensação de dormência que se instalou  desde o terceiro dia pós fratura. Tal sensação acometia os dedos: mínimo e anular. Durante o exame físico, a Dra Maike testou a força de apreensão entre os dedos e estava normal. Nesta sessão, ela concluiu que já não havia mais sinais da Distrofia Simpático Reflexa e eu estava curado. Então,  direcionou o tratamento para a neuropatia do nervo ulnar seguindo o protocolo estabelecido para tal, bem como liberou para exercícios de fortalecimento de membros superiores. Nova sessão fisiátrica prevista em dois meses.

Hoje me encontro sem dor. O braço tem coloração normal e recuperou a espontaneidade do movimento. Trabalho normalmente, onde movimento bastante o braço. A mão está recuperada, estando ainda presente a dormência no quarto e quinto dedos. Ainda tenho limitação de amplitude de movimento na flexão do cotovelo, pois não faço fisioterapia há quase 1 ano. Completando 60 dias, eu voltarei a me encontrar com a Dra Maike. Também devo passar por uma avaliação com o cirurgião ortopedista, uma vez que o prazo de um ano já venceu” J.L

Neste relato do paciente J.L., VOCÊ  pode perceber que fui uma aliada na superação da DSR. Com o conhecimento necessário e a experiência prévia, pude encorajar uma mudança e traçar uma rota de tratamento com os objetivos de curto, médio e longo prazo.

Comprometimento e disciplina

No entanto, o comprometimento e a disciplina dele fizeram muita diferença neste desafio. Ele ainda está em seguimento e viaja quase 12 horas aos nossos encontros.

Meta atual

O objetivo atual é o fortalecimento dos membros superiores e a prevenção de fraturas e um novo episódio de Distrofia Simpático Reflexa.

Metodologia Dor Tem Tratamento

Ressalto que diante VOCÊ com diagnóstico de DSR, é essencial conectar todas as informações e seguir uma metodologia para responder as seguintes dúvidas  na primeira sessão terapêutica inicial:

A) qual o seu problema? O que incomoda você?

B) quais as causas deste problema?

C) Quais as possíveis soluções e possibilidades de tratamento?

D) Qual a melhor solução possível? Qual o caminho mais seguro a ser traçado para que VOCÊ melhore e tenha uma vida mais plena?

Estas perguntas devem sempre guiar e direcionar a conversa clínica e o exame físico presencial na sessão inicial. Nesta sessão é fundamental sempre ficar atento e investigar:

– O diagnóstico de DSR está correto? Qual a fase da distrofia simpático reflexa desta pessoa na minha frente? Quais segmentos estão envolvidos?  Conectando o segmento sensitivo, o segmento motor, o segmento articular e peri-articular (entesopatia, bursite, tendinite, epicondilite, pericapsulite), sistema nervoso simpático e o deslizamento das estruturas e fáscias.

Gostaria ainda de agradecer a confiança depositada em mim e no tratamento proposto, bem como o carinho e a disponibilidade de J.L. em fazer este relato tão detalhado. Geralmente as pessoas não gostam de relembrar todo o caminho percorrido, querem mesmo é esquecer e tocar a vida.

A proposta desta postagem é incentivar VOCÊ, familiares e outros pacientes com DSR a buscarem tratamento e resgatarem a funcionalidade do membro acometido. No próximo artigo, eu irei escrever sobre conceitos da distrofia simpático reflexa, direcionado para pacientes e profissionais que tratam pessoas, como VOCÊ, com o diagnóstico de distrofia simpático reflexa.

E VOCÊ,  já passou por algum tipo de tratamento para a DSR, que não lhe trouxe segurança ou o resultado esperado?

Entende-se como fé: a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja , em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios para chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. A confiança sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado



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Uma Medica Fisiatra apaixonada em buscar soluções para pessoas que sentem dor persistente, para alcançar uma vida mais plena e saudável. Entusiamada em difundir as inúmeras possibilidades de tratamento da dor e da neuromodulação numa abordagem da medicina integrativa. Atuação em reabilitação interdisciplinar da dor, bloqueios neuromusculares e procedimentos minimamente invasivos em dor. Formação em saúde: Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação pela Universidade de São Paulo. Pós- Graduada em Acupuntura e em Dor pelo Centro de Dor da HCFMUSP. Título de Especialista em Fisiatria pela Associação Médica Brasileira. Atuação em reabilitação interdisciplinar da dor, bloqueios neuromusculares e procedimentos minimamente invasivos em dor.

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