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maio 18

DORES NAS PERNAS TEM TRATAMENTO – NEUROPATIAS

O quadro de dor em membros inferiores (tanto pernas quanto dos pés) é extremamente frequente, com diversas causa relacionadas. Nesta postagem, abordo as neuropatias como causa de dores nas pernas e pés.

 

 

NEUROPATIA PERIFÉRICA (Dores nas Pernas)

Disfunções hereditárias, exposição a substâncias tóxicas, trauma direto ou compressão, abuso de bebidas alcoólicas, deficiências nutricionais, doenças auto-imunes, câncer, quimioterapia, infecções (como o vírus HIV e hanseníase), distúrbios vasculares e doenças metabólicas (mais frequentemente o diabetes) podem provocar alterações funcionais e estruturais do sistema nervoso periférico (“nervos”).

 

Os sintomas mais frequentes são:
– formigamento/dormência,
– cansaço,
– associado ou não  a dor neuropática intensa e contínua nas pernas.

É comum também o paciente relatar a sensação de “estar usando luvas e meias” que piora à noite. Além disso, pode ocorrer fraqueza muscular, câimbras dolorosas, tremor visível dos músculos (fasciculações), atrofia muscular, alteração em pele, pelos e unhas, sensação de frio e calor.

 

Além dos sintomas descritos, a neuropatia pode levar a dificuldade para controle da sudorese, intolerância ao calor, perda controle urinário, alteração pressão arterial, arritmias e  disfunções intestinais.

PROBLEMAS NA COLUNA

Deve-se enfatizar que uma hérnia de disco pode comprimir uma raiz nervosa dos nervos periféricos localizados na coluna e desencadear um quadro de neuropatia (neste caso, também chamada de radiculopatia). Nestes casos, o paciente pode referir dormência/ formigamento, perda de sensibilidade, dor que se irradia para os membros e até mesmo cansaço e  fraqueza muscular.

 

 

O tratamento de reabilitação das neuropatias deve ser o mais individualizado possível, buscando priorizar o controle das doenças sistêmicas e o controle dos sintomas neuropáticos ( por exemplo, medicações como gabapentina, carbamazepina, pregabalina, amitriptilina, clorpromazina, lidocaína, capsaicina).

Além disso, é essencial a modificação dos hábitos de vida:
– controle do peso corporal,
– dieta balanceada,
– controle rigoroso dos níveis de glicose
– correção de déficits vitamínicos,
– restringir ingesta de álcool e suspensão tabagismo,
– auto-inspeção dos pés,
– cuidados com feridas,
– higiene do sono,
– prescrição de meias compressivas, órteses e próteses
– programa de exercícios terapêuticos supervisionados.

 

Ressalto que os exercícios terapêuticos podem reduzir os episódios de câimbras, melhorar flexibilidade e força muscular, melhorar coordenação motora, propriocepção e equilíbrio, além de prevenir atrofia membros.

Em casos selecionados, podem indicar intervenções cirúrgicas analgésicas ou descompressivas  para auxiliar no processo de reabilitação (por exemplo, cirurgia descompressiva do túnel do carpo).

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor

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3 comentários

  1. Sebastião G. Vieira

    Boa tarde,
    Tenho 53 anos fiquei 6 anos recebendo beneficio previdenciário e a cinco anos fui aposentado. Fui diagnosticado a 8 anos com polineuropatia periférica nos quatro membros com envolvimento de uma radiculopatia na coluna cervical, exatamente onde se ramificam todos os nervos na coluna cervical.
    Não faço uso de medicamentos pois tive uma hepatite medicamentosa devido ao excesso de medicamentos que usei no passado para controlar uma depressão e uma suspeita de Síndrome de Bechet, que não era.
    Hoje sinto muitas dores nos pés e formigamento nas mãos e uma sensação que se enfiar uma agulha nas mãos eu não sinto dor, e as vezes ficam inchadas e parecendo uma alergia.
    Ja procurei um Reumatologista e um Neurologista e na época tentaram um tratamento com velija 30 (devido a dor se espalhar para o corpo todo) mas sem sucesso.
    Hoje continuo com os mesmos sintomas, ou seja, estou em crise, e quanto começo a sentir me sinto que vou ficar depressivo, procuro logo mudar hábitos, em fim, uma boa conversa com Deus vai chegando as coisas nos seus lugares e levando como consigo levar a vida e as dores.
    Eu sei que eu não posso fazer usos de medicamentos fortes, ja cheguei a tomar tramol de 6 em 6 horas e só me complicou a vida. Não tem como aliviar as dores com atividades físicas ou um medicamento mais light para que meu fígado não sofra tanto.
    Obrigado,
    Sebastião

    1. Maike Heerdt

      Prezado Sebastião,

      Obrigado por compartilhar o seu caminho em busca de melhorar, esperamos que seu caso inspire outras pessoas a manter a esperança em melhorar.

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  2. Anônimo

    Ótimo artigo!

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