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fev 27

DOR PÉLVICA CRÔNICA TEM TRATAMENTO!

A dor pélvica crônica é uma condição comum e incapacitante, de mecanismo complexo. Resultante da interação do sistema gastrointestinal, urinário, ginecológico na mulher, músculo-esquelético, neurológico, endocrinológico, com componente sociocultural e psicológico.

Devo ressaltar ainda que a dor crônica pélvica possui mecanismos diferentes da dor aguda. É ter um cérebro que continua a produzir dor, mesmo depois que os tecido foram restaurados e estão fora de perigo.

 

A neuroplasticidade está alterada devido os estímulos irritativos prolongados, produzindo alteração no processo de experiência sensorial. Nestes casos, deve-se olhar para o paciente e para tudo que afeta o sistema nervoso e pode estar contribuindo para a sua experiência de dor. Leia mais como controlar a dor crônica aqui.

 

 

O médico especializado em dor pélvica crônica deve possuir uma perspectiva ampla, usando uma abordagem estruturada e um plano terapêutico focadas em outras etiologias além da endometriose e das aderências pélvicas, com indicação muito criteriosa dos procedimentos minimamente invasivos e dos procedimentos cirúrgicos.

Ressalto que muitas vezes os procedimentos cirúrgicos geram mais ansiedade, frustração e sofrimento, além do risco de complicações e aderências.

 SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL – CAUSA COMUM

 Enfatizo que a síndrome dolorosa miofascial, do assoalho pélvico e da parede abdominal, é uma causa comum e subdiagnosticada de dor pélvica crônica.

Um dos fatores que dificulta o diagnóstico é o fato de que pode ocorrer interação e perpetuação dos sintomas da dor de origem miofascial com os quadros de endometriose pélvica, aderências, síndrome do intestino irritável, cistite intersticial/ síndrome bexiga dolorosa.

Além disso, a síndrome dolorosa miofascial possui o diagnóstico essencialmente clínico, ou seja, não há exames complementares padrão-ouro para o diagnóstico da dor miofascial.

 

 

Não é incomum, encontrar mulheres com dor pélvica crônica, submetidas a várias cirurgias ginecológicas, com diagnósticos sequenciais de endometriose pélvica e aderências como causa da dor e que apesar dos tratamentos realizados não evoluem com melhora significativa do quadro, enquanto o componente de dor miofascial não é tratado simultaneamente ao quadro de endometriose e aderências. Ressalto que o tratamento da dor miofascial deve ser de modo global e abranger todas as dimensões da dor.

A síndrome miofascial abdominal pode apresentar-se com dor intensa e profunda originada de pontos dolorosos e hipersensíveis, envolvendo músculos viscerais e esqueléticos e/ou fáscias musculares e/ou ligamentos e/ou ênteses (locais de inserções tendíneas, musculares e osteoligamentares no osso).

A dor pode ocorrer em repouso, por compressão local, por fadiga ou quando estimulado determinados movimentos (recrutamento das fibras musculares locais com banda-tensa). Os fatores desencadeantes e perpetuantes dos pontos dolorosos mais comuns são: isquemia, microtraumas (estressores posturais), macrotraumas (cirurgias, parto vaginal mal conduzido), medo de intervenções nos genitais (por exemplo, colocação do DIU, abuso sexual), infecções, inflamações locais e sistêmicas, aderências, que sobrecarregam as estruturas e estimulam as terminações nervosas locais, mantendo o ciclo de espasmo e dor.

 

Além disso, na endometriose pélvica e na síndrome de dor vesical/ cistite intersticial pode-se observar o espasmo doloroso da musculatura do assoalho pélvico, secundário sensibilização segmentar por um reflexo visceromuscular e/ ou viscerovisceral.

 

DOR VISCERAL REFERIDA

Esta sensibilização segmentar espinhal desencadeia o acúmulo de substâncias pró-inflamatórias (inflamação neurogênica), hipertonia muscular, alteração da função, aparecimento de novos pontos de gatilho secundários.

 

 

ESPASMO ASSOALHO PÉLVICO – ASSOALHO PÉLVICO HIPERTÔNICO

O tônus muscular é um estado parcial de contração de um músculo em repouso, modulado por estímulos nervosos, estado que mantém a postura e que mantém os músculos alertas para entrar em ação.

  • Hipertonia: Aumento desta tensão muscular, ocorre quando há uma hiperestimulação nervosa, por exemplo quando a pessoa está tensa emocionalmente ou nas lesões de sistema nervoso central.
  • Hipotonia: Redução do tônus, flacidez, ocorre quando as fibras nervosas são seccionadas na lesão nervosa periférica.

FATORES DESENCADEANTES                                                                                                                            

O nosso organismo pode aumentar o tônus do assoalho pélvico para desencadear a dor de alerta secundária a fissura anal dolorosa, hemorroidas, inflamações crônicas da bexiga ” cistites de repetição” ou “prostatites”, entre outros.

 

Além disso, pode ser secundária ao constante recrutamento dos músculos do assoalho pélvico para inibir uma vontade de querer urinar, também chamada de urgência. Este quadro é comum em homens com aumento benigno da próstata ( Hiperplasia prostática benigna) e em mulheres, inclusive grávidas, que retardam constantemente a vontade de urinar.

A síndrome hipertônica do assoalho pélvico, refere-se a condições clínicas nas quais a musculatura do assoalho pélvico está hipertônica ou espástica, o que desencadeia diminuição na capacidade de isolar, contrair ou relaxar os músculos envolvidos.

Ressalto que o conjunto muscular do assoalho pélvico tem as funções de suporte, contração e relaxamento. A situação de alteração da atividade funcional por fraqueza poderá desencadear um quadro de prolapso “queda dos órgãos pélvicos (popularmente conhecida como “bexiga caída”)  ou até mesmo incontinência fecal ou urinária.

 

Já a alteração do tipo hiperatividade poderá resultar em resistência ao fluxo do assoalho pélvico, como dificuldade para urinar, dificuldade para evacuar e constipação, bem como dor superficial e profunda durante a relação sexual. Quando esta situação de hiperatividade persiste a longo prazo, leva o músculo a um estado de encurtamento em longo prazo e processo degenerativo no local de inserção, o que  resulta em dor e diminui a sua capacidade de gerar força, comprometendo a capacidade de  inibir a urgência em urinar, bem como comprimir as vísceras e nervos .

FATORES AGRAVANTES

 – Estilo de vida moderno:

  • Tempo prolongado na posição sentada (casa, trabalho e carro)

  • Desbalanço muscular, com posturas de sobrecarga em determinados grupos musculares e que enfraquecem outros grupos

  • Sedentarismo e descondicionamento físico

  • Obesidade e sobrepeso, que aumenta a sobrecarga à pelve, ligamentos, músculos, cápsulas articulares e articulações, quando sentado, em pé, andando ou correndo.

  • Transtorno de ansiedade e depressão

QUADRO CLÍNICO – SÍNDROME HIPERTÔNICA ASSOALHO PÉLVICO

 As manifestações clínicas incluem:

  • Disfunções Miccionais : dificuldade de iniciar a micção, interrupção do jato de urina, urgência, perdas urinárias, dor para urinar, cistites de repetição, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, sensação de plenitude vesical
  • Disfunções sexuais: dor ao ejacular, dor durante a penetração superficial ou profunda, , disfunção erétil
  • Dor no períneo, dor profunda e posterior
  • Dor no cóccix 
  • Dor súbita no reto, sensação de plenitude retal, sensação de obstrução retal
  • Constipação (que também pode desencadear um quadro de fissura anal dolorosa)
  • Sensação de pressão e peso na pelve

De forma resumida, pode-se dividir o quadro doloroso em pelve:

1.     Dor mecânica – articular e muscular

2.     Dor visceral

3.     Dor com componente misto

Outra forma de classificar a dor pélvica crônica é dividi-la em etiologia proctológica (anorretal), muscular, neural, urológica e ginecológica. Visualize esta classificação na tabela abaixo:

 

 ETIOLOGIA MUSCULAR

ANATOMIA DO ASSOALHO PÉLVICO – ESTABILIZADORES ESTÁTICOS (DOR PÉLVICA)

 O elemento ósseo posterior da bacia é o sacro-cóccix , o elemento anterior é o púbis e os laterais são os ossos ilíacos. Os ilíacos se unem ao sacro formando as articulações sacroilíacas. Os ossos  púbicos unem-se anteriormente na sínfise púbica.

 

ANATOMIA DO ASSOALHO PÉLVICO – ESTABILIZADORES DINÂMICOS

O esqueleto da cintura pélvica possui também estabilizadores dinâmicos: estruturas ligamentares, aponeuróticas e musculares

  •  MÚSCULOS x LIGAMENTOS QUE DEVEM SER INVESTIGADOS

 

  • Músculos piriforme, ligamentos sacroespinhosos e laterais

 

  • Ligamento sacrotuberal 

  • Músculos isquiococcígeo, ligamentos sacroespinhosos

  • Músculos iliococcígeo

  • Músculo levantador do ânus: porção pubococcígea

 

O vazio interno da pelve é ocupado feixes neurovasculares e por vísceras recobertas pelo peritôneo (bexiga, ureteres, próstata, vesículas seminais, corpo peniano, cordões espermáticos, útero e anexos – ovários, trompas e mesossalpinges – fundo vaginal, intestinos, enchimentos gordurosos).

ETIOLOGIA PROCTOLÓGICA

Dentre à dores de etiologia proctológica:

– Proctalgia fugaz e síndrome elevador do ânus

– Síndrome dolorosa perineais crônicas

– Coccigodinia

– Dor perianal idiopática

PROCTALGIA FUGAZ E SÍNDROME DO ELEVADOR

Quadro clínico: surge a dor no reto e cessa rapidamente, com duração de 1 a 2 minutos, desaparece espontaneamente e recorrência em intervalos irregulares, sem relação com doença orgânica. Ocorrendo habitualmente à noite, na primeira fase do sono, sem alterações intestinais. Pode ser descrita, em geral, logo acima do ânus, na região do reto, como torturante, opressiva, espasmódica, aguda, apertada.

Mecanismo: possivelmente secundária às contrações espásticas do músculo puborretal associadas ou não aos outros elementos musculares do assoalho pélvico, inclusive na musculatura lisa do esfíncter anal interno.  O alívio da dor pode ser precipitado pelo relaxamento do períneo, na micção e na evacuação fecal. Há casos que evoluem com melhora após bloqueio do nervo pudendo, sugerindo sensibilização do nervo pudendo.

 

 SÍNDROME DO ELEVADOR DO ÂNUS

Quadro clínico: dor pesada ou em pressão no reto, sensação de estar sentando sobre uma bola ou como se tivesse uma bola dentro do reto. A dor piora quando a pessoa se senta e melhora quando em pé ou deitada.

A dor no cóccix pode ser altamente incapacitante. A definição do diagnóstico e do plano terapêutico depende do estudo dinâmico do cóccix, da palpação dolorosa do cóccix e da supressão da dor pela infiltração local com anestésicos.

 

 

 Os achados radiográficos mais comuns são:

– Cóccix normal: sem alterações patológicas estruturais e hipermobilidade. Geralmente, nestes casos, a ocorrência da dor deve-se a espasmos e dor miofascial da musculatura pélvica. Mas também pode ser decorrente de causas mais raras, como artrite pós-traumática na junção sacrococcígea ou secundária a um tumor ou processo infeccioso.

– Subluxação anterior

– Subluxação posterior, mais frequente em obesos.

– Hipermobilidade

– Espículas ósseas

Para informações detalhadas sobre  diagnóstico e o tratamento da dor no cóccix, sugiro a leitura do texto especifico sobre este assunto: Dor no cóccix tem tratamento !

 DOR PERIANAL IDIOPÁTICA

Quadro clínico: Dor se localiza no ânus, com irradiação ao canal anal e a transição anorretal. Varia em intensidade, persistentemente presente, pode melhorar quando o paciente senta, evacua ou quando deita. Extremamente incômoda.

Mecanismo: Observa-se altas pressões intraluminal e espasmos persistentes dos esfíncter anal externo.

ETIOLOGIA COMPRESSÃO NEURAL 

 

COMPRESSÃO NERVO PUDENDO

A compressão crônica dos nervos pudendos, geralmente ocorre na região dos processos espinhosos do ísquio, dos ligamentos sacrotuberoso, sacroespinhoso e o processo falciforme do ligamento sacrotuberoso.

 

Quadro clínico: dor de componente neuropático, localizada no triângulo perineal anterior (pode ser sentida no pênis, nos grandes lábios, no períneo e na região anorretal), agravada quando a pessoa está sentada e aliviada quando está em pé, deitada ou sentada no vaso sanitário ou no assento da bicicleta.

 

A dor pode piorar à palpação do nervo pudendo. Pode estar associada a espasmos musculares e aliviada com técnicas que visem o completo relaxamento do assoalho pélvico. No homem, não há dor durante a ejaculação.

ETIOLOGIA GINECOLÓGICA

Na mulher, é fundamental investigar patologias inflamatórias, infecciosas e estruturais do aparelho reprodutor feminino (benignas e malignas) e do trato urinário inferior. Muitos casos devem ser investigados com a Ressonância Magnética.

 

 SÍNDROME DOLOROSA VULVAR – VULVODINIA

 

Quadro clínico: Dor na região da vulva, geralmente em queimação, associada a sintomas de disfunção sexual e/ou disfunção do trato urinário inferior, excluída infecção vaginal ou doença neoplásica, metabólica ou hormonal.

Tipo localizada: a dor ocorre normalmente como consequência de agente provocador (toque, pressão ou fricção). Consegue-se estabelecer um mapeamento pressão-ponto da vulva.

Tipo generalizada: ardor e dor vulvar cuja localização não se consegue realizar um mapeamento da pressão com cotonete. A dor pode ocorrer sem agente provocador (toque, pressão ou fricção).

Mecanismo: incerto. Mas pode se observar processo inflamatório crônico. Parece ocorre interação fatores psicológicos com  fatores genéticos, infecciosos, traumáticos, alergênicos, neurológicos, entre outros.

SÍNDROME DOLOROSA VAGINAL

Quadro clínico: dor vaginal persistente ou episódica recorrente relacionada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior afastada outras condições e infecção vaginal

VAGINISMO

O vaginismo é uma disfunção involuntária que se auto-perpetua. O ciclo da dor se perpetua e só ocorre melhora quando a mulher aprende a controlar os músculos do assoalho pélvico.

 

 

 SÍNDROME DOLOROSA – ENDOMETRIOSE PÉLVICA

 A endometriose é um distúrbio ginecológico caracterizado pelo crescimento do tecido que reveste a cavidade uterina, o endométrio, fora do útero.

A endometriose causa muita dor abdominal na mulher e pode levar a infertilidade, irregularidade menstrual, cólica menstrual exagerada (dismenorreia), dor na relação sexual (dispauremia), alterações urinárias, alterações intestinais, dor ao evacuar ou urinar, diarreia, urgência urinária e até mesmo sangramento urinário.

 

Quadro clínico: dor pélvica crônica ou recorrente com presença de endometriose mas que não explica completamente os sintomas. A  endometriose se manifesta com mais frequência nos ovários, na cavidade pélvica, em cicatrizes cirúrgicas, nos intestinos e até nos pulmões.

ETIOLOGIA UROLÓGICA 

 

 

SÍNDROME DOR VESICAL  – CISTITE INTERSTICIAL

Quadro clínico: dor na região abaixo do umbigo ( região suprapúbica) relacionada com o enchimento da bexiga, acompanhada por outros sintomas como aumento da freqüência diurna e noturna (sem evidência de infecção urinária).

SÍNDROME DOR URETRAL

Quadro clínico: dor uretral episódica recorrente, normalmente no esvaziamento, com frequência diurna e noctúria (sem evidência de infecção urinária).

SÍNDROME DOR PENIANA

Quadro clínico: dor no pênis, que não primariamente na uretra (sem evidência de infecção urinária).

SÍNDROME DOR PROSTÁTICA

Quadro clínico: dor prostática persistente ou episódica recorrente, associada a sintomas que sugerem disfunção do trato urinário ou sexual(sem evidência de infecção urinária). Pode ser subdividida em inflamatória e não inflamatória.

SÍNDROME DOR ESCROTAL

Quadro clínico: dor escrotal persistente ou episódica associada a sintomas que sugerem disfunção sexual ou do trato urinário (sem evidência de infecção urinária).

SÍNDROME DOR TESTICULAR

Quadro clínico: dor persistente ou episódica recorrente localizada no testículo, que está associada a sintomas que sugerem disfunção sexual ou do trato urinário, (sem evidência de infecção urinária ou de orqui-epididimite).

SÍNDROME DOR PÓS VASECTOMIA

Quadro clínico: dor persistente episódica recorrente localizada na bolsa escrotal  após a realização da vasectomia testículo, que está associada a sintomas que sugerem disfunção sexual ou do trato urinário, (sem evidência de infecção urinária ou de orqui-epididimite).

SÍNDROME DOR EPIDIDIMÁRIA

Quadro clínico: dor persistente ou episódica recorrente localizada no epidídimo, que está associada a sintomas que sugerem disfunção sexual ou do trato urinário, (sem evidência de infecção urinária ou de orqui-epididimite).

TRATAMENTO DA DOR PÉLVICA CRÔNICA 

O plano terapêutico de reabilitação – Fisiátrico – deve ser o mais individualizado possível, após definir quais estruturas estão envolvidas na dor espástica. A definição dos fatores etiológicos permite o adequado delineamento do tratamento eficaz.

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor

 

 POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS 

  • Abordagem dos fatores psicológicos: existem fortes evidências sobre o envolvimento de processos cognitivos e emocionais no processamento da dor. A ansiedade, depressão e dificuldades sexuais devem ser avaliados e tratados, pois pioram e prolongam a dor crônica.

A história de abuso sexual ou física deve ser investigada, sendo mais relevante quando recente. Pode ser utilizado o condicionamento operante (biofeedback).

  • Perda de peso corporal: obesos e sobrepeso possuem risco aumentado para dor pélvica crônica.

  • Analgesia: utiliza-se o raciocínio da abordagem terapêutica da dor crônica. Escolhe-se antinflamatórios não esteroidais quando a dor pélvica tem um componente inflamatório. Deve-se ficar atento ao risco de complicações gastrintestinais. Casos selecionados podem ser beneficiar de opioides.

  • Neuromoduladores: os medicamentos das classes de antidepressivos e anticonvulsivantes podem ser utilizados para reduzir a sensitividade central na percepção da dor, controle da ansiedade e sintomas depressivos, melhora arquitetura do sono, entre outros efeitos. Bloqueadores de canal de sódio, como a lidocaína, pode ser usada para diminuir a sensitividade térmica, química e mecânica da dor neuropática.

  • Bloqueio de nervo periférico: O bloqueio de nervo possui caráter investigatório e terapêutico, Usa-se neurolíticos em casos de doença incurável (tumor avançado em pelve).

  • Estimulação elétrica transcutânea: pode produzir efeitos neuromoduladores nas síndromes vesicais, vaginais e uretrais, utilizando como  estruturas alvos as fibras aferentes mielinizadas, com ação de ativar circuitos inibitórios segmentares.

  • Estimulação magnética transcraniana: utiliza um estímulo magnético para restabelecer o funcionamento cerebral. Está indicado em casos de depressão refratária, transtorno afetivo bipolar, transtorno de ansiedade, fibromialgia, cefaleia, neuralgia do trigêmeo, lombalgia, zumbido, sequela de AVC.

  • Neuroestimulação  sacral: a estimulação elétrica de raízes sacrais altera os reflexos neurais na pelve por modulação da condução nervosa regional em distúrbios vesicais funcionais e até mesmo incontinência motora refratária.

Terapia por Ondas de Choque: possui efeito de bioestimulação, tanto em pontos miofasciais quanto em articulações e locais de inserção muscular (entesites).

Inativação Miofascial: os pontos dolorosos ( pontos de gatilho) podem ser liberação com técnica especial com injeção de anestésicos. Esta inativação pode ser associada a compressão isquêmica por digito pressão

Weiss

Digitopressão e alongamento dos músculos do assoalho pélvico

  • Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP): pode ser indicada para assistir o alongamento do músculo do assoalho pélvico encurtado através da inibição nervosa, o que melhora a propriocepção do paciente para realizar o alongamento ativo da musculatura.

    Treino de relaxamento com biofeeback

  • Meios Físicos: aquecimento local dos músculos superficiais do períneo associada a massagem
  • Correção postural: a má postura e longos períodos na posição sentada são fatores de risco para o espasmo da musculatura do assoalho pélvico secundária a hiperflexão do cóccix enquanto sentado em posturas incorretas. Além disso, alterações em toda a extensão da coluna podem comprometer a articulação sacroilíaca e os músculos nela inseridos. O Alongamento e encurtamento destes músculos impedem a manutenção adequada do tônus, propiciando a hipertonia e a formação de pontos de gatilho.

 

Procedimentos de Reabilitação 

– Infiltrações articular no segmento doloroso: nos casos de hipermobilidade e luxação

– Infiltrações na ponta do cóccix: nos casos de espícula (geralmente são necessárias 2-3 aplicações)

– Acupuntura

– Inativação dos pontos gatilhos Miofasciais comprometidos

– Bloqueio Neuromuscular com Toxina botulínica Ex. BOTOX: indicados nos casos de vulvodínea,  mobilidade coccígea normal e sensibilização segmento comprometido.

– Terapia por Ondas de choque

Atenção: Na fase inicial, os procedimentos de inativação miofascial e alongamento podem ser dolorosos. Conforme o tratamento prossegue, o músculo vai relaxando e o desconforto reduz significativamente.

No entanto, ressalto que o melhor procedimento é aquele realizado no momento certo e com a indicação precisa e individualizada. Os procedimentos minimamente invasivos representam um das etapas do programa de reabilitação do paciente, mas não a única.

Deste modo, eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que após o procedimento, consegue iniciar os exercícios terapêuticos de alongamento e fortalecimento, restabelecendo a função, modificando os fatores desencadeantes, os vícios posturais e as atitudes antálgicas, com resultados mais eficazes.

No entanto, a realização isolada de um único procedimento, sem outras medidas preventivas, educativas e corretivas, pode não atingir o máximo de benefício para o paciente, ou até não tão duradouro quanto esperado. Por isto que faz diferença consultar um médico especializado em reabilitação e dor.

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Médica Fisiatra – Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor

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44 comentários

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  1. Antonio

    Boa noite!!
    Meu Antonio Marcos, venho a cerca de 8 meses sentindo dor lombar, dor ao urinar, micção com ima certa frequência.
    Fui ao medico fiz exames PSA de 5 e Espermograma de necrozado, tomei 21 dias antibioticos Cipro e logo repeti os exames deu tudo normal PSA baixou par 1 e esporgrama deu normal tbm, sendo q estou sentido dor lombar e uma certa urgência de urinar constantemente. Tem algo a ver com dor pelvica? Ponto de gatilhos?

    1. Maike Heerdt

      Prezado Antonio,

      Muito obrigado pelo seu comentário.

      Para uma orientação adequada é necessário realizar um exame biomecânico presencial. Procure um profissional médico especializado em medicina física e reabilitação.

      Att Equipe Dor Tem Tratamento

  2. josias

    Dra. boa noite, Por tudo que li, minha intensa e duradoura dor no assoalho pélvico pode estar relacionada ao nervo pudendo ou à síndrome do elevador do ânus. Tenho 50 anos e tive o mesmo problema aos 25 anos. Aos 25, a dor durou uns 2 anos e passou com o tempo. Agora já tem uns 2 meses. Moro no Rio de Janeiro. Algum especialista a ser indicado na cidade. Obrigado.

    1. Maike Heerdt

      Prezado Josias,

      Obrigado por compartilhar a sua história,

      Há centros de tratamento de dor no Rio de Janeiro, no entanto desconheço médico especializado em assoalho pélvico, tanto o nervo pudendo com o músculo levantador do anus podem evoluir com disfunção e dor, em alguns casos é importante avaliar/corrigir a questão visceral e postural. Tratamento da dor pélvica exige metodologia e avaliação detalhada.

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  3. Rosangela

    tenho uma dor horrivel,de quase desmaiar em baixo ventre que irradia para o anus sempre depois do banho. Fiz ultra som e varios exames que não deram em nada.Tenho aderencia pós cesárea. Qual a relação da agua c esse tipo de dor? Essa dor pode ser de assoalho pelvico?

    1. Maike Heerdt

      Prezada Rosangela,

      Obrigado pelo seu comentário,

      A água pode ter relação com o efeito de rebaixamento ou elevação da temperatura local, igual a uma bolsa de água quente ou gelo. Para ter uma orientação precisa é importante realizar um exame biomecânico que avaliará o estado atual do seu conjunto musculoesquelético.

      Segue uma sugestão de vídeo para entender como funciona a Bolsa quente/frio: https://www.youtube.com/watch?v=XKXuoB0M_WM

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  4. SONIA BARROS

    Parabéns Dra., Adorei!!!

  5. Benedito

    Oi Dra Maike. Desde dez-07 sofro com minha próstata. Depois de inúmeras consultas com urologistas concluiu-se que tenho HPB e Prostatite Crônica não bacteriana (Prostadinia/Sindrome da Dor Pélvica). Embolizei minha prostata em Out-12. Os sintomas de necessidade de urinar melhoraram (já não levanto mais de madrugada 3, 4 vezes, somente quando acordo. Mas continuo sentindo dores na próstata, perìneo, uretra, cócix e ânus (sensação que estão constatemente inflamados). Meu prazer sexual (ejaculação) é doloroso e sem graça. Não há remédio que de jeito nisso. Não estou suportando mais essas dores. Tenho 61 anos. Gostaria de receber um comentário seu. Para onde vou, estou sem rumo.

    1. Maike Heerdt

      Prezado Benedito,

      Muito obrigado pelo seu comentário e por compartilhar a sua história.

      Para traçar um plano de ação, no seu tratamento é necessário uma avaliação com exame físico detalhado, incluindo os músculos do assoalho pélvico e dos fatores que podem piorar o reflexo viscero-motor.

      Mantenho-me a disposição

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  6. Jéssica

    Olá, me chamo Jéssica tenho 21 anos. A dois anos venho sentido fortes dores ao lado esquerdo da pelve, já fiz inúmeros exames e a única coisa que aparece são tamanho do ovário aumentado e cistos, porém as dores estão insuportáveis, já passei por vários especialistas e até agora nada, a única coisa que escuto é que é tudo psicológico, no ano de 2017 irei fazer uma vídeo para ver o que pode estar acontecendo! Mas estou desesperada sem saber a quem recorrer neste momento
    Obrigada

    1. Maike Heerdt

      Prezada Jéssica,

      Obrigado pelo seu comentário e interesse no assunto.

      Numa avaliação criteriosa é importante não descartar qualquer hipótese da origem de sua dor persistente, por isso é importante buscar um médico que seja capacitado e experiente para realizar uma exame biomecânico presencial, de forma a avaliar o seu quadro de dor. Não desista de procurar tratamento para a sua dor!

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  7. Fernanda

    Bom dia, Dra!
    Estou desesperada ja faz um bom tempo, não consigo mais sentar, por tudo que li provavelmente seja o nervo pudendo, começou aos poucos pois trabalho a anos sentada e sou magrinha e hj em dia ando pedindo socorro! E pra melhorar moro em cidade pequena sem recursos nesses casos de doenças mais complexas. Eu poderia buscar um médico neurologista?que é o que vem aqui na cidade… E outra pergunta, sou uma pessoa mto nervosa, os meus nervos podem afetar nessa dor aumentando? E ano passado eu tive um problema nos pés e pernas, que fiz vários exames e não descobri o que tive, e tenho até hj, só que mais fraco, dor em baixo e do lado dos pés, câimbras, queimação, o nervo pudendo pode ter sido o causador?
    Mto obrigada!!!

    1. Maike Heerdt

      Prezada Fernanda,

      Obrigada por compartilhar sua história e pelo interesse no assunto.

      Para qualquer tipo de orientação é essencial a realização de exames solicitados e exames físicos presenciais. Não desista de procurar tratamento para o seu caso!

  8. Anadyll Junior

    Boa noite Dra. Maike!
    Há 3 anos atrás tive uma cistite que evoluiu pra prostatite. Fiz o tratamento com ceftrixona por 36 dias. Os exames começaram a dar negativos, mas a dor na região da próstata diminuiu, não passou totalmente. Ressonância ok, espercultura negativo, Stamey Mears negativo também. Um médico descobriu que a dor não vinha mais da próstata, e sim do esfíncter anal. A próstata desinflamou e parou de doer. Medicação nenhuma ajuda a ñ ser relaxante muscular tipo Baclofeno. Como eu levei anos sentado de lado, torto. Um Osteopata amigo disse que minha pelve estava desalinhada(algo assim) e que poderia ta comprimindo meu nervo pudendo. Começei Osteopatia, fisioterapia uroginecológica, pilates e eletroacupuntura. O Osteopata disse que dar pra reverter, que viu pessoas ficarem livres do problema. O que a Dra. acha desse tratamento?

    1. Maike Heerdt

      Prezado Anadyll,

      Obrigada por compartilhar sua história e pelo interesse no assunto.

      Para qualquer tipo de orientação é essencial a realização de exames solicitados e exames físicos presenciais. Para eficácia do tratamento é importante ter o acompanhamento de um profissional experiente e seguir a rota terapêutica proposta. Não desista de procurar tratamento para o seu caso!

  9. Pedro

    Dra. Maike, li a sua matéria sobre dor no cóccix e me veio uma grande dúvida: há a possibilidade de alguma disfunção no cóccix afetar o nervo pudendo? Pois sinto uma dor insuportável no cóccix, pois não consigo nem sentar e essa dor irradia para os glúteos, períneo e genitália. Então surgiu essa dúvida: Qual é a relação do cóccix com o nervo pudendo? desde já agradeço.

    1. Maike Heerdt

      Prezado Pedro,

      Muito obrigada pelo interesse no assunto e por seu comentário.

      A resposta para a sua duvida é que existe sim uma relação entre o nervo pudendo e o cóccix, os músculos do assoalho pélvico inervados pelo pudendo estão inseridos na face anterior do cóccix e o músculo glúteo máximo se insere na região posterior do cóccix.

  10. Carlos

    Boa tarde Dra. Maike Heerdt. Um dia após exame de toque próstata começou uma queimação ao ficar sentado. Provavelmente perínio, bulboesponjoso ou isquicavernoso (peguei estas informações de sua postagem). Não posso dirigir ou ficar sentado mais que 5 minutos, o que me impede de fazer muitas coisas. Uso um assento em ferradura com gel para poder trabalhar e dirigir, mas começou a afetar outras coisas. Parece a mesma situação do Adenilson acima. Sempre acordo bem e durante o dia vai complicando. Antinflamatório não resolve e já fiz Ressonância Magnética e nada apareceu.
    Tenho 62 anos e gostaria de resolver isso de alguma forma para voltar a ter minha vida normal. Pode me ajudar? Moro em Campinas.

    1. Maike Heerdt

      Prezado Carlos,

      Muito Obrigada pelo comentário e pelo interesse no assunto. Cada caso deve ser individualizado e avaliado adequadamente numa consulta médica presencial, com história e exame clínico com um médico experiente neste tipo de dor são essenciais para o tratamento efetivo da dor.

      Um representante irá entrar em contato para disponibilizar mais informações quanto as sessões terapêuticas.

      1. Carlos

        Grato pela pronta atenção. Estarei aguardando contato. Se eu precisar ir para São Paulo eu irei, pois é perto de Campinas.
        Aguardo o contato.

  11. Adenilson Godinho

    Fui dignosticado com varicocele e sinto um incômodo na região da pelve ao caminhar e principalmente ao sentar. A dor se concentra na região posterior dos testículos , do perineo ao ânus em ardencia. Me oriente sobre o que fazer e que tratamento seguir. Obrigado!

    1. Maike Heerdt

      Prezado Adenilson,

      Muito Obrigada pelo comentário e interesse no assunto. Cada caso deve ser individualizado e avaliado adequadamente numa consulta médica presencial, com história e exame clínico com um médico experiente neste tipo de dor são essenciais para o tratamento efetivo da dor.

      Aproveito para deixar o link (http://dortemtratamento.com.br/quantifique-de-forma-objetiva-o-quanto-dor-interfere-na-sua-performance) com um questionário para avaliar o quanto a dor interfere no seu desempenho.

      Entre em contato e agende a sua sessão fisiátrica presencial” Método Viva Mais e melhor: dor tem tratamento.

  12. Jaqueline

    Boa Tarde Dra, estou muito feliz por sanar algumas dúvidas que apesar do meu médico ser excelente, sempre surgem novas.
    Estou com dor pélvica a quase 4 anos, e a 1 ano fiz uma cirurgia com o diagnóstico de endometriose infiltrada no nervo, mas as dores na vagina são enormes, não consigo ter relação, tenho dores na bunda e a queimação vai para a parte interna da perna e vai até o calcanhar, queima muito e tem dias que estou bem e outros péssimos, tive que sair do emprego por que não dava para trabalhar. Fiz a cirurgia em SP com o Dr Nucélio Lemos e esse final de semana ele propôs que fizermos uma infiltração com botox para ver se as dores param, ja fiz tratamento com todos os medicamentos possíveis, tomei antidepressivos e analgésicos de toda classe, e ate agora nada, voltei a me exercitar mas não são todos os movimentos que consigo fazer, mas mesmo assim não desisto, fiz meses de fisioterapia pélvica e estou a meses na acupuntura. Bom deixo meu relato e gostaria de sua opinião, obrigada desde já.

    1. Maike Heerdt

      Prezada Jaqueline,

      A história e o exame físico são essenciais para qualquer tipo de orientação, resposta, procedimento e prognóstico. Não desista de procurar tratamento para o seu caso!

  13. Sandra Cavalari

    Bom dia Dra , gostei muito da sua materia estava precisando entender uma pouco mas sobre dor pélvica ,a 3 anos tenho dores 24 horas não tem remédio que alivie , estou na Flórida e já fiz tudo que podia , cirurgia tirei útero, trompas mas não os ovários , não resolveu , fiz colonoscopia , todos os exames imaginários e não aparece nada sou super saudável não tenho nada …somente essa dor essa semana a minha médica me falou sobre procurar clínica de dor , porque eu fiz uma abdomemplastia em 2010 , eu devo estar com aderência …..doutora não sei mas oque procurar ,,,,o problema aqui é a língua eu tenho muita dificuldade….eles nunca fala diretamente e talvez seja isso ou talvez seja outra coisa …estou a ponto de enlouquecer já ….

    1. Maike Heerdt

      Prezada Sandra,

      Muito Obrigada por compartilhar a sua história. Cada caso deve ser individualizado e avaliado adequadamente numa consulta médica presencial, com história e exame clínico com um médico com experiência neste tipo de dor são essenciais para o tratamento efetivo da dor pélvica.

      Agradeço o seu comentário

  14. Renan Guimarães

    Bom dia Dra, a quatro meses operei de hemorróidas e semana passada abusei de exercícios físicos malhei quase todos os dias joguei bola duas vezes e no fim da semana andei 20km de cavalo e aqui estou com nuitas dores na região pélvica, dor e dificuldades pra evacuar e o que intensificou esta dor foi ejaculações. Queria que orientasse em qual medico devo ir, se uma boa dieta e repouso é a solução diminuindo também os exercícios físicos? Obrigado.

    1. Maike Heerdt

      Bom dia Renan. Inúmeras estruturas estão relacionadas ao assoalho pélvico e possuem relação com o sistema digestivo e ejaculatório- miccional. A contra-indicação de um exercício ou a prescrição de exercícios terapêuticos depende de uma avaliação detalhada dos músculos e ligamentos desta região. Alguns casos se beneficiam de um procedimento chamado de bloqueio de fisher. Na presença de espasmo do assoalho pélvico (diagnosticado em avaliação presencial, com provas funcionais especificas) alguns casos se beneficiam de terapias anti-espásticas, com toxina botulinica.
      Cada caso deve ser avaliado de modo metódico e individualizado, buscando uma melhor qualidade de vida..
      Agradeço desde já a sua coragem em expor o seu caso no blog.
      Atenciosamente, Dra MAike Heerdt

  15. karina Andrade O'Brien

    Muito obrigada pela sua ajuda. Eu nunca tinha ouvido falar em medico Fisiatra… e acho que eh exatamente o tipo de medico que meu marido precisa para a disfuncao pelvica que ele tem reclamado de dor ha 5 anos. Muito obrigada

    1. Maike Heerdt

      Boa Tarde Karina
      Gratidão pela sua visita. É muito comum que amigos e familiares busquem possibilidades terapêuticas para aliviar o sofrimento da pessoas querida.
      Ressalto que diante de uma pessoa com diagnóstico de Dor Pélvica, é essencial conectar todas as informações e seguir uma metadologia para responder as seguintes dúvidas na 1a sessão terapêutica inicial:
      A) qual o seu problema? O que incomoda você?
      B) quais as causas deste problema?
      C) Quais as possíveis soluções e possibilidades de tratamento?
      D) Qual a melhor solução possível? Qual o caminho mais seguro a ser traçado para que VOCÊ melhore e tenha uma vida mais plena?
      Estas perguntas devem sempre guiar e direcionar a conversa clínica e o exame físico presencial na sessão inicial. Nesta sessão é fundamental sempre ficar atento e investigar:
      – O diagnóstico de Disfunção pélvica está correto? Quais segmentos estão envolvidos? Conectando o segmento sensitivo, o segmento motor, o segmento articular e peri-articular (entesopatia, bursite, tendinite, epicondilite, pericapsulite), sistema nervoso simpático e o deslizamento das estruturas e fascias.
      – Quais atividades e movimentos estão limitadas ou com baixo rendimento? Provas Biomecânicas e Posturais
      – Condições prévias e atuais que podem comprometer o sucesso terapêutico (Qualidade do sono, Rotina, Cirurgias prévias, Estresse, Distúrbios Metabólitos/ eletrolíticos/ hormonais/ nutricionais, Sintomas neuropsiquiátricos e inflamatórios).

      Após esta avaliação é possível estabelecer uma direção e indicar a melhor conduta. Em alguns casos, há a indicação de procedimentos minimamente invasivos para o quadro de dor (como Bloqueio de Glânglio Simpático, manipulação fascial, infiltração miofascial, bloqueio de fischer, bloqueio neuromuscular com toxina botulínica, terapia com ondas de choque, mesoterapia, entre outros). Mas sempres ressalto que estes procedimentos representam um passo no caminho terapêutico da disfunção pélvica e não devem ser o único. A mudança de hábitos sempre devem nortear todas as sessões subsequentes do tratamento e os objetivos de curto, médio e longo prazo.
      Ele já procurou tratamento que siga este tipo de metodologia?
      Atenciosamente, Dra Maike Heerdt

  16. Daniel Ferreira

    incrivelmente completo e atual

    1. Maike Heerdt

      Boa Tarde Daniel
      Gratidão pela sua visita.
      A proposta é realmente trazer esperança e informações a pessoas e familiares que atualmente passam por este quadro.
      Você possui algum familiar com este quadro?
      Atenciosamente
      Dra Maike Heerdt

    2. Maike Heerdt

      Boa Tarde Daniel
      Gratidão pela sua visita. Você possui o quadro de dor pélvica? Ou conhece algum amigo, familiar ou paciente com este quadro?
      Atenciosamente, Dra Maike Heerdt

    3. Maike Heerdt

      Boa Noite Daniel
      Gratidão por sua mensagem. O Objetivo deste post é dar informações sobre as diferentes causas de dor pélvica, as quais devem ser abordadas de modo diferenciados. Existem inúmeras possibilidades terapêuticas, mas o diagnóstico e a relação entre as diferentes estruturas são determinantes na abordagem terapêutica.
      Atenciosamente, Dra Maike Heerdt

  17. Marcio

    Boa tarde doutora eu chamome Márcio tenho tido um problema ja faz 1 ano tenho tido dor na zona pelvica e as vezes apanhame as pernas sera que me podia ajudar obrigado

    1. Maike Heerdt

      Prezado Marcio,

      Muito Obrigada pelo comentários e pelo interesse no assunto. Cada caso deve ser individualizado e avaliado adequadamente numa consulta médica presencial, com história e exame clínico com um médico experiente neste tipo de dor são essenciais para o tratamento efetivo da dor pélvica.

  18. Flávio

    BOM DIA DOUTORA. Estou a quase dois anos com muita dor no cóccix, começou com um incomodo ao sentar na cadeira e agora a dor é muito forte não sei se é músculos ou nervos que tem na região, a dor esta muito forte na região e está radiando na nádega direita que desce por de trás da coxa até o joelho, e tem horas que quando sentado o pé direito fica formigando, já fiz até colonoscopia e deu normal, passei por vários ortopedistas e agora estou em tratamento com neurocirurgiões, já fiz vários tratamentos, infiltração de analgésico com corticoides e com remédios como gabapentina, pregabalina e agora estou tomando quetiapina, mas a dor não passa. Não sei mais o que fazer….

    1. Maike Heerdt

      Boa Noite Flavio
      Agradeço muito o seu comentário e sua paciência em esperar a resposta. Atualmente meu tempo está escasso com a grande procura de pacientes com dor pélvica e dor no cóccix.
      O cóccix é uma estrutura dinâmica que possui músculos e ligamentos inseridos nele, sendo a base da nossa coluna. Conforme há persistência da dor, ocorre outras disfunções. Sendo essencial avaliar também a articulação sacroiliaca.
      Consulte o quanto antes um médico Fisiatra, especialista em reabilitação da dor no assoalho pélvico.
      Dra Maike Heerdt

      1. Flávio

        Bom dia, muito obrigado pela orientação……..

  19. Fabio

    Parabéns pela matéria dra, vou começar fisioterapia para dor pelvica que apresento já a 4 meses e vem evoluindo com problemas na miccao e função sexual, qual seria os processos de fisioterapias usados em questão, e como saberei se está tudo correndo bem?

    1. Maike Heerdt

      Muito Obrigada pelo comentário gentil. A dor pélvica é uma síndrome complexa que exige uma avaliação do caso detalhada, há muitas estruturas que podem estar acometidas. Após um diagnóstico mais preciso, pode-se saber que está correndo tudo bem após história e exame clínico com um médico com experiência neste tipo de dor.
      Agradeço o seu comentário.
      Atenciosamente,
      Dra Maike Heerdt

  20. Tadeu

    Parabéns Drª.Maik ! Excelente sua didática com relação a uma patologia tão complexa, pois envolve diversos órgãos do corpo e chega a confundir muita das vezes o profissional de algumas área, e, quando não confude ele – médico deixa passar em branco tal sindrome do assoalho pélvico, everedando para outro procedimento. Inclusive há urologistas que confundem essa sindrome com alguns tipo de prostatite. Muito oportuno para mim esse seu artigo. Obrigado, Tadeu

  21. Maike Heerdt

    Gratidão por sua opinião! O objetivo é levar um pouco de encorajamento, através de informações. aos pacientes com dor pélvica. O importante é não desistir de procurar assistência.

  22. Unknown

    Parabéns, otimas informações.

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