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maio 26

DOR NO OMBRO TEM TRATAMENTO

A dor musculoesquelética em região de ombro (dor no ombro) é uma queixa comum e possui inúmeras estruturas acometidas (articulações, tendões, músculos, bursas e ligamentos).  Geralmente decorrente de lesões por movimentos repetitivos e do processo crônico degenerativo.

O processo degenerativo nesta articulação pode levar a um quadro denominado Síndrome do Impacto. Neste quadro a elevação do braço reduz o espaço entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial, pressionando (por impacto) as estruturas presentes neste espaço subacromial (bursa, tendões da bainha, tendão do bíceps).

Esta sobrecarga mecânica pode inclusive levar à tendinose e ruptura dos tendões do manguito rotador (principalmente tendão do músculo supraespinhoso).


Em casos selecionados, o ombro doloroso pode se agravar e evoluir  para um quadro de tendinopatia calcárea (depósitos de cálcio nos tendões) e até mesmo um quadro  extremamente limitante: o ombro congelado (também conhecido como capsulite adesiva).

Tendinite calcárea 

Capsulite Adesiva

Esta síndrome torna-se muito incapacitante por limitar movimentos básicos da vida diária que envolvem o ato de erguer e abaixar os braços (colocar sutiã, vestir casacos, colocar o cinto do carro, pegar objetos, segurar-se no metrô/ônibus, etc).

Todo caso com lesão ou dor articular  pode desencadear um quadro secundário de espasmo/contratura muscular e síndrome dolorosa miofascial. DOR MIOFASCIAL TEM TRATAMENTO!

Supraespinhoso 

 

Infraespinhoso

Biceps Braquial 

Redondo Menor e Maior, Grande Dorsal

 

Peitoral Maior e Menor, Subescapular

Deltóide

Escalenos  

 

Levantador da escápula  

 

Trapézio  

Trapézio 

Semiespinhais da cabeça e do pescoço 

 

Multifidus cervical

 Grupos populacionais mais afetados: 

– população com idade acima de 40 anos,

– jogadores de vôlei  handball, nadadores e outro atletas que movimentam muito o braço para cima)

– profissionais que exigem a posição do braço levantado (dentista, datilógrafos)

– pessoas que digitam no computador (ou outra atividade) em mesas muito altas que as obriga a levantar os braços por longo período.

– atividade domésticas (lavar e pintar paredes, colocar roupa no varal, cozinhar, etc.)

 PROTEÇÃO ARTICULAR  

  • Sempre apoiar o cotovelo para relaxar a musculatura do ombro
  • Não carregar objetos pesados com o braço pendente ao lado do corpo.
  • Não levantar objetos pesados acima da cabeça.
  • Evitar sobrecarga com movimentos de estender o braço para trás e para cima.
  • Dormir de lado, apoiando o braço e antebraço, num segundo travesseiro.
  • Evitar contração prolongada (evitar manter o ombro na mesma posição por tempo prolongado)
  • Realizar auto-alongamento embaixo da ducha de água quente (mão na escápula contralateral)
  • Evitar dirigir longas distâncias sem pausa.
  • EM PÉ: evitar que o braço permaneça próximo a lateral do corpo por muito tempo
  • SENTADA: apoiar o braço nos braços da cadeira (desde que não seja alto demais) e alongar o braço

Saiba mais:

-A terapia ocupacional e a dor crônica em pacientes de Ortopedia e Reumatologia: Revisão
http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/viewFile/554/368
-Manual de orientações de terapia ocupacional quanto à proteção articular para pacientes com artrite reumatóide. http://files.bvs.br/upload/S/0103-5894/2010/v29n1/a006.pdf
-Apostila com medidas de proteção e conservação articular: http://crbc.com.br/artigos/Artigo%20Frizoli.pdf


PLANO TERAPÊUTICO DE REABILITAÇÃO DA DOR NO OMBRO

 A demanda funcional (dor, função e idade) do paciente é que determina o tipo de reabilitação e a indicação de procedimentos minimamente invasivos de reabilitação e até procedimentos ortopédicos via artroscopia.

 

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor

 

De qualquer modo, há indicação da realização de exercícios terapêuticos supervisionados por um profissional capacitado, com ênfase:

– estimulação sensorial e conscientização corporal para melhorar posturas viciosas

– técnicas de automobilização (exercícios pendulares de Coldman)

– exercícios ativo assistidos para aumentar Amplitude de Movimento nos casos de limitação:

 

 

– exercícios de fortalecimento da musculatura global do ombro, conforme tolerância do paciente

Se for necessário, iniciar com exercícios isométricos com faixas elásticas (theraband).

Realizar relaxamento pós isométrico.

Ênfase nos músculos comprometidos por pontos-gatilhos miofasciais.

Progredir conforme tolerância.

 – progredir treino de fortalecimento de estabilizadores de cintura escapulo umeral  associado ao treino de propriocepção e resistência.

OUTRAS POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS CONSERVADORAS:

– Treino de fortalecimento em aparelho isocinético (CYBEX)

– Uso de Nitratos tópicos

– Terapias manuais

– KinesioTaping

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO – MINIMAMENTE INVASIVOS

– Acupuntura

– Bloqueio de nervo periférico supraescapular e paraespinhoso

– Infiltração extra-articular (subacromial)

– Infiltração intra-articular de ombro

– Inativação pontos – gatilho miofasciais comprometidos

– Mesoterapia  http://www.actafisiatrica.org.br/detalhe_artigo.asp?id=15

– Terapia por ondas de choque

PROCEDIMENTOS ORTOPÉDICOS (indicados em casos refratários e atletas de alto rendimento):

– via artroscopia

– via aberta

Ressalta-se que, nesta síndrome, os sintomas dolorosos caracterizam o quadro e podem ser altamente incapacitante. Após uma avaliação criteriosa do médico Fisiatra, elabora-se um plano terapêutico individualizado e todos os esforços devem direcionados ao controle da dor e da restauração funcional.

Em casos selecionados, pode-se indicar procedimentos de reabilitação ou até mesmo a avaliação do cirurgião ortopedista.

De qualquer forma, os procedimentos representam uma das etapas do processo de recuperação, mas não a única. Eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que sem dor, consegue iniciar os exercícios terapêuticos para restabelecer a função, modificando os fatores desencadeantes e  os vícios posturais, com resultados mais eficazes.

Como em outras síndromes dolorosas crônicas, as orientações terapêuticas devem incluir mudanças de hábitos posturais inadequados em sono e vigília, hábitos alimentares e ingesta hídrica, exercícios terapêuticos, uso de medicamentos, entre outros.

Desconfie de soluções mágicas e fáceis.

Conquiste bem estar e qualidade de vida: Dor tem Tratamento!!!
Converse sobre as suas dúvidas com um médico especializado em reabilitação (Fisiatria). Entenda melhor como é a reabilitação da dor pelo médico Fisiatra aqui

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Médica Fisiatra – Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor

Para mais informações ou agendamento de sessões terapêuticas com a Dra Maike Heerdt entre em Contato

 

1 comentário

  1. Saúde Encima

    Gostei das informações. Conteúdo relevante para ajudar a combater esse mal.

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