DOR NO CALCANHAR TEM TRATAMENTO!!

dor no calcanhar

Atualização:

A dor localizada nos pés pode ser altamente incapacitante. Afinal, precisamos deles em atividades simples, como levantar da cama e escovar os dentes.  Cada vez que damos um passo, o calcanhar toca o chão e sobrecarregando esta região e lá vem a dor.

Deste modo é muito comum a dor na região do calcanhar. No entanto, o quadro doloroso pode estar localizado tanto na planta do pé quanto na parte posterior do calcanhar.

A DOR NO CALCANHAR – PLANTA DO PÉ 

Na planta dos pés há a fáscia plantar (na planta do pé): uma estrutura plana fibrosa que se origina no calcanhar e se insere nos dedos do pé.  Esta  estrutura tem a função de tensionar o arco do pé durante o andar, recebendo grande parte do peso corporal.

 

Uma tensão excessiva e repetitiva sobre fáscia plantar pode causar a inflamação e/ou degeneração desta estrutura : FASCITE PLANTAR ( também chamada indevidamente por “esporão no calcâneo”).

 

Neste quadro é muito comum o seguinte sintoma: “Dor da primeira pisada: quando levanta da cama de manhã”. A fáscia sofre certo grau de retração durante o sono e o seu primeiro estiramento justifica a maio intensidade de dor.

Alguns fatores que aumentam a sobrecarga articular nesta estrutura:

– pé plano ou  pronado (conhecido também por pé chato)

– obesidade

– ficar em pé por tempo prolongado

– calçado inapropriado (chinelos, rasteiras, sapatilhas, etc)

– atividades de corrida, salto, dança, ballet

– mudança do piso para piso mais duro

 

ATENÇÃO aos diagnósticos diferenciais : radiculopatia S1, pé diabético, fratura por estresse em calcâneo, a síndrome do túnel do tarso e a hipotrofia do coxim gorduroso. Tais quadros exigem outra linha de tratamento.

Além disso,  o quadro de dor no calcanhar pode possuir um componente de sensibilização e síndrome dolorosa miofascial (associado ou não ao quadro de fascite plantar).

DOR MIOFASCIAL – MÚSCULO GASTROCNÊMIOS (PG1) 

 

 

DOR MIOFASCIAL – MÚSCULO QUADRADO PLANTAR

Na parte posterior do calcanhar existe o tendão de aquiles. Tendão de inserção do músculo tríceps sural (da panturrilha) na porção posterior do calcâneo.

 

A inflamação neste tendão (TENDINITE DE AQUILES)  manifesta-se em pessoas que usam de forma excessiva a flexão plantar (“overuse”), principalmente em atividades de corridas de longa distância, especialmente quando descondicionados e sem o reforço muscular adequado.

 

 

Imagem de Ressonância Magnética (tendinite aquiles e bursite retrocalcânea)

 

Além disso, este quadro também está relacionado ao uso de salto alto, pé plano (hiperpronação), inflexibilidade tendínea relacionada a idade, uso de antibióticos (fluoroquinolonas), espondiloartropatias, doença por depósito de hidroxiapatita.

Esta lesão tendínea geralmente ocorre próximo a inserção do tendão na tuberosidade calcânea, levando a inúmeras microroturas, inflamação, espessamento tendíneo (tendinose). Estas alterações degenerativas no tendão predispõe à rotura completa do tendão.

 

 

Em alguns casos, pode ocorrer a formação de uma proeminência óssea na região póstero-superior do calcâneo (síndrome Haglund). Pode estar associada à bursite retro-calcânea.

 

 

 

ATENÇÃO aos diagnósticos diferenciais que exigem outras linhas de tratamento (exemplo: radiculopatia e outras neuropatias).

Além disso,  esta dor na região posterior do calcanhar pode possuir um componente de sensibilização segmentar e síndrome dolorosa miofascial (associado ou não ao quadro de tendinite do tendão de aquiles).

 

 

 

PLANO TERAPÊUTICO DE REABILITAÇÃO 

possível. Após uma avaliação criteriosa do médico Fisiatra, elabora-se um plano terapêutico e os esforços de todos devem ser direcionados ao controle da dor e à restauração funcional.

 

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor

 

Os objetivos são o diagnóstico preciso, a adequação dos calçados, a perda ponderal, a orientação quanto às posturas e atividades que causam maior sobrecarga, o descanso apropriado pós treino e a melhora da “qualidade miotendínea”, através da realização de exercícios terapêuticos supervisionados por um profissional capacitado.

Em casos selecionados pode-se indicar a avaliação de um cirurgião ortopedista e a realização de procedimentos fisiátricos. Lembrando que os procedimentos representam uma das etapas para o sucesso da reabilitação do paciente, que sem dor consegue iniciar os exercícios terapêuticos, com resultados mais eficazes.

POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS NÃO INVASIVAS 

– Dessensibilização com meios físicos

– Treino de fortalecimento em aparelho isocinético (CYBEX)

– Uso de nitratos tópicos

– terapias manuais (sendo que a liberação da fáscia plantar é essencial na dor plantar).

– Kinesio Tapping

– compressão isquêmica dos pontos miofasciais

– prescrição de palmilhas e calçados

– orientação nutricional e suporte psicoterápico para perda ponderal

– cessação tabagismo

– controle das comorbidades agravantes do quadro

– prescrição de medicamentos

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO – MINIMAMENTE INVASIVOS 

– Acupuntura

– Inativação pontos-gatilho miofascias (agulhamento seco e infiltração anestésica)

– Bloqueio de nervo periférico

– Bloqueio paraespinhoso ( no caso de sensibilização segmentar)

– Infiltração extrarticular (tendão e bursa)

– Mesoterapia

– Terapia por ondas de choque

– Injeção plasma rico em plaquetas

http://www.bloodtransfusion.it/articolosing.aspx?id=000631

PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS

Indicados principalmente em casos de ruptura do tendão de aquiles e nos casos refratários da doença de Haglund. Ressalta-se que nestes casos, exige-se um programa de reabilitação intenso em conjunto com a equipe ortopédica.

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Médica Fisiatra – Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor

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  1. Boa tarde !

    Doutora tive uma ruptura total a uns seis meses, já estou fazendo fortalecimento muscular na academia. Posso usar o tens portátil em casa ao invés de ir na fisioterapia, pois ele mesmo me aconselhou a fazer musculação, mas ainda sinto dores no tendão

    obrigado !
    Ricardo

    • Boa Tarde Ricardo da Silveira
      Espero que você esteja bem e cada dia melhor.
      O TENS possui efeito analgésico, no entanto pode piorar o quadro de dor em casos de sensibilização espinhal ou hiperatividade simpática. Para saber se você possui estas alterações é necessário uma avaliação detalhada, presencial. Além disso, no paciente que evoluiu com dor pós operatória, é importante avaliar presencialmente outros segmentos que estão alterados devido ao processo de cicatrização e muitas vezes há a necessidade de procedimentos para a sensibilização e para melhorar o deslizamento das estruturas.
      O tratamento deve seguir uma metodologia com objetivos de curto, médio e longo prazo. Este tipo de estratégia é determinante no sucesso pós operatória, com conforto ao andar, levantar da cadeira e até mesmo para levantar da cama de manhã cedo.
      O fortalecimento é importante mas também deve ser acompanhado do controle da dor e da melhora do deslizamento das fáscias e inativação miofascial.
      Estas etapas já foram cumpridas?
      Gratidão por expor o seu quadro aqui.
      Dra MAike Heerdt

      • Bom dia !

        Doutora ainda sinto dores levantar e rigidez. Não me lembro de deslizamento das fáciais e inativação miosfascial. Após operação médico me acompanhou alguns meses e me disse que já estava bem.

        A senhora atende meu caso, gostaria de uma segunda opinião ?

        Att.
        Ricardo

        • Boa Noite Ricardo Da Silveira
          Sim, atendo muito casos de segunda opinião. Tanto para fazer um planejamento e evitar uma cirurgia desnecessária, quando faço planejamento ovdas etapas no pós operatório. Nas duas situações devem ser traçadas resultados de curto, médio e longo prazo. A melhora do rendimento e performance no dia-dia devem fazer parte da avaliação e das metas de tratamento.
          Agradeço mais uma vez , a sua coragem em expor o seu caso diante de tantas pessoas que visitam o blog todos os dias.
          Atenciosamnete, Dra Maike Heerdt