DOR MIOFASCIAL, O QUE É?

DOR MIOFASCIAL

Na prática clínica, em inúmeros casos faço o diagnóstico de Síndrome Dolorosa Miofascial, mas afinal o que isso quer disser?

Apesar de pouco difundido, inclusive na comunidade médica, os músculos também podem ser causa de dor.

Os músculos são estruturas que representam aproximadamente 40-50% do peso corporal total, interagindo com estruturas articulares, bursas e tendões. Sendo fundamentais na produção dos movimentos corporais, na estabilização das articulações e posições corporais, além de ajudar no movimento de substâncias dentro do corpo, na produção de calor e na regulação do volume dos órgãos e vísceras. 

Deste modo, uma causa frequente de dor é Síndrome Dolorosa Miofascial. Definida como uma disfunção neuromuscular regional, com a presença de bandas musculares contraturadas/ bandas tensas que produzem uma dor referida em áreas distantes ou próximas. A dor miofascial pode se originar em um único músculo ou pode envolver vários músculos.

 
 

FONTE: Travel e Simonns

SINAIS E SINTOMAS DE DOR MIOFASCIAL

  • à Ponto gatilho ativo: área bem definida, uma banda tensa que à palpação reproduz o componente de dor referida específica daquele músculo.
  • à Banda tensa palpável: ao palpar o ponto gatilho, sente-se  uma área de fibras musculares tensas. À estimulação deste nódulo pode-se provocar uma resposta de contração (twich).
  • à Sinal do Pulo: à palpação do ponto gatilho, o paciente pode gritar, contrair-se e até pular, além identificar prontamente a queixa “aí que dóí”.
  • à Twich: é a contração fisiológica do músculo quando o ponto gatilho é ativamente estimulado
  • à  Dor Referida: dor numa região específica distal ao ponto gatilho, onde pode ocorrer também disfunção autonômica, disfunção motora.

(ao lado, ilustração do dor referida provocada pela Ponto miofascial do músculo, esternocleidomastoideo, quadrado lombar, subescapular e trapézio. FONTE: Travel e Simonns)

 
 

Ainda não há evidências cientificas que sustentem uso de termografia e de ultrassonografia para a confirmação diagnóstica de dor miofascial. Até o presente momento o diagnóstico baseia-se na história clínica e no exame físico. Ainda não existem exames complementares estabelecidos como padrão ouro na avaliação da Síndrome Dolorosa Miofascial.

Como se trata de um diagnóstico clínico, sem achados nos exames complementares, algumas pessoas podem confundir a síndrome dolorosa miofascial e a síndrome fibromiálgica. Ressalta-se que essas síndromes dolorosas possuem características próprias, mas podem coexistir no mesmo paciente, exigindo um tratamento individualizado.

O QUE CAUSA A DOR MIOFASCIAL ? 

Inúmeros são os fatores que desencadeiam e perpetuam a formação de bandas miofasciais:

  • macro e microtraumas,
  • alterações biomecânicas e posturais (diferença de membros, frouxidão ligamentar, desvios curvatura da coluna, sequela de fraturas, alterações por osteoartrose, entre outros),
  • descompensação, infecção ou inflamação devido doença prévia (diabetes melitus, hipotireoidismo, anemia, pancreatite, artrite reumatoide, etc),
  • exposição prolongada ao frio (em câmaras frias, ambientes com ar condicionado),
  • hérnia discal,
  • lesões localizadas de ligamentos e estruturas periarticulares ( tendões e bursas),
  • desequilíbrio muscular, distensões musculares, miosite,
  • lesões nervosas periféricas,
  • sobrecarga articular, overuse/ excesso de treino, atividades que executam movimentos repetitivos por tempo prolongado,
  • deficiência de vitaminas, alteração eletrólitos, insuficiência renal, dieta com baixa ingesta proteínas,
  • estresse emocional, tensão, fadiga.

Em resumo, nossos músculos tendem a produzir dor miofascial quando se encontram em um ambiente desfavorável ou de sobrecarga. Situação que se agrava quando os músculos estão fracos e sem condicionamento.

Agora que você entendeu a dor de componente miofascial, sugiro que leia também o texto Dor Miofascial tem tratamento: http://www.dortemtratamento.com.br/2012/06/tratamento-da-dor-miofascial.html


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