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dez 31

DISTROFIA SIMPÁTICO REFLEXA – Parte 1

DISTROFIA SIMPÁTICO  REFLEXA – o caminho

As dores fortes dificultam os seus movimentos, VOCÊ sente-se perdido e cansado em passar em mais um especialista, mas VOCÊ sabe que precisa de caminho mais preciso e assertivo.

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Então, após algumas andanças, VOCÊ continua com uma dor insuportável e recebe o diagnóstico de Distrofia Simpático Reflexa ou uma das suas variações de nomes. Por alguns instantes, VOCÊ fica repleto de coragem,  pois VOCÊ sente que está mais perto de uma solução para o seu problema, que agora o seu problema possui um nome e sobrenome: Distrofia Simpático Reflexa. Mas após estes breves instantes, VOCÊ percebe que os profissionais de saúde parecem atordoados quando VOCÊ diz “Distrofia Simpático Reflexa”.

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Um fator que ajuda a confundir as pessoas que se deparam com a Distrofia Simpático Reflexa  é a riqueza de expressões usadas para defini-la.

Em 2005, na liga multidisciplinar de dor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), eu usava o nome de Causalgia, tanto ao atender pacientes quanto ao apresentar artigos sobre a Distrofia Simpático Reflexa. O nome mais atual (e também um pouco assustador) é Síndrome de Dor Complexa Regional (SDCR), entretanto é menos difundido que o termo Distrofia Simpático Reflexa.

Nomes que podem ser usados:

– Distrofia Simpático Reflexa;

– Síndrome de dor complexa regional;

– Síndrome Ombro-mão;

– Causalgia;

– Osteoporose localizada;

– Doença da Fratura;

– Doença do Gesso;

– Síndrome de Sudeck, Atrofia de Sudeck, Distrofia de Sudeck.

E se… suas dores  forem substituídas por suas ações?

O tempo segue e a dor não melhora, VOCÊ  decide pesquisar mais e fica um muito assustado com o que lê na internet. Mas, VOCÊ mantém a atitude pró-ativa e confiante e continua procurando mais informações sobre a Distrofia Simpático Reflexa.  Geralmente é assim que a pessoa com Distrofia Simpático Reflexa chega ao meu consultório.

Independente do nome dado e do tempo de diagnóstico, há tratamento efetivo e seguro para a Distrofia Simpático Reflexa e todos os esforços devem ser direcionados para que VOCÊ consiga movimentar o membro acometido.

Metodologia Dor tem Tratamento – Distrofia Simpático Reflexa

Ressalto que diante de uma pessoa com diagnóstico de Distrofia Simpático Reflexa, é essencial conectar todas as informações e seguir uma metodologia para responder as seguintes dúvidas  na 1a sessão terapêutica inicial:

A) qual o seu problema? O que incomoda você?

B) quais as causas deste problema?

C) Quais as possíveis soluções e possibilidades de tratamento?

D) Qual a melhor solução possível? Qual o caminho mais seguro a ser traçado para que VOCÊ melhore e tenha uma vida mais plena?

Estas perguntas devem sempre guiar e direcionar a conversa clínica e o exame físico presencial na sessão inicial. Nesta sessão é fundamental sempre ficar atento e investigar:

– O diagnóstico de Distrofia Simpático Reflexa está correto?

Há inúmeros quadros que causam dores nos membros, inclusive a Dor miofascial. No link http://dortemtratamento.com.br/dor-na-perna-tem-tratamento/ VOCÊ poderá aprender com detalhes sobre os padrões de dor miofascial nas pernas.

– Qual a fase da Distrofia Simpático Reflexa desta pessoa na minha frente?

– Quais segmentos estão envolvidos pela Distrofia Simpático Reflexa?  Conectando o segmento sensitivo, o segmento motor, o segmento articular e peri-articular (entesopatia, bursite, tendinite, epicondilite, pericapsulite), sistema nervoso simpático e o deslizamento das estruturas e fascias.

– Quais atividades e movimentos estão limitadas pela dor da Distrofia Simpático Reflexa ou com baixo rendimento? Provas Biomecânicas e Posturais

–  Condições prévias e atuais que podem comprometer o sucesso terapêutico da dsitrofia Simpático reflexa? (Qualidade do sono, Rotina, Cirurgias prévias, Estresse, Distúrbios Metabólitos/ eletrolíticos/ hormonais/ nutricionais, Sintomas neuropsiquiátricos e inflamatórios).

Leia com maiores detalhes sobre a metodologia no link: http://dortemtratamento.com.br/como-o-fisiatra-trata-a-dor/

Após esta avaliação é possível estabelecer uma direção e indicar a melhor conduta pra VOCÊ que recebeu o diagnóstico de Distrofia Simpático Reflexa.

Em alguns casos, há a indicação de procedimentos minimamente invasivos para o quadro de dor , tais como :

  • Bloqueio de Glânglio Simpático;
  • Manipulação fascial;
  • Infiltração/ Inativação miofascial;
  • Aprenda mais sobre a dor miofascial no link http://dortemtratamento.com.br/dor-miofascial-o-que-e/

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  • Bloqueio de fischer,

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  • Bloqueio neuromuscular com toxina botulínica, Leia mais no post  http://dortemtratamento.com.br/toxina-botulinica-no-tratamento-da-dor/

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  • Terapia com ondas de choque, mesoterapia, entre outros.

E se… VOCÊ tomar atitudes que realmente fazem diferença?

Mas VOCÊ sempre deve estar ciente que estes procedimentos representam apenas um passo no caminho terapêutico da Distrofia Simpática Reflexa e  não devem ser o único. A MOVIMENTAÇÃO FUNCIONAL E A TRANSFORMAÇÃO POSITIVA sempre devem nortear todas as sessões subsequentes do seu tratamento e os objetivos de curto, médio e longo prazo.

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A Distrofia Simpático Reflexa é pouco conhecida. Aquilo que desconhecemos, costuma amedrontar e por isso assusta muitos médicos, profissionais de saúde, familiares e pacientes. A distrofia simpático reflexa (DSR) realmente é um quadro com grande potencial de limitação e incapacitante, quando não tratado adequadamente, com risco de atrofias e deformidades.

Eu  enfatizo que a Distrofia Simpático Reflexa tem tratamento eficaz e seguro quanto mais precoce for iniciado e quanto mais ativo. O objetivo do tratamento é o movimento, restabelecer a função e a dor.

Mantenha a confiança que você vai vencer no final, independentemente das dificuldades. E, ao mesmo tempo, enfrente a realidade nua e crua de sua situação, seja ela qual for

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Uma Medica Fisiatra apaixonada em buscar soluções para pessoas que sentem dor persistente, para alcançar uma vida mais plena e saudável. Entusiamada em difundir as inúmeras possibilidades de tratamento da dor e da neuromodulação numa abordagem da medicina integrativa. Atuação em reabilitação interdisciplinar da dor, bloqueios neuromusculares e procedimentos minimamente invasivos em dor.

Formação em saúde: Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação pela Universidade de São Paulo. Pós- Graduada em Acupuntura e em Dor pelo Centro de Dor da HCFMUSP. Título de Especialista em Fisiatria pela Associação Médica Brasileira. Atuação em reabilitação interdisciplinar da dor, bloqueios neuromusculares e procedimentos minimamente invasivos em dor.

9 comentários

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  1. Janaína Gomes Oliveira

    Boa tarde,
    Onde a Dra Maike Heerdt atende? Estou desesperada à procura de uma especialista em Sudeck.

    1. Maike Heerdt

      Boa Tarde Janaína
      A Dra Maike Heerdt encontra-se em licença de saúde. Não consegue atendê-la. Você deseja alguma indicação?

      Atenciosamente,
      Equipe Dor tem tratamento

  2. Ivana

    Bom dia! Me chamo Ivana, sou de Florianópolis.
    Drª Depois de 1 ano e 8 meses de passar por 9 médicos ( Ortopedistas, reumatologistas especialista em dor e Psiquiatra) e tratamentos terapêuticos. ( acupuntura, alongamentos e hidroterapia.) Vários exames de rastreamemtos., Chegaram a conclusão que Estou tendo sérias contraturas junto com fibriomialgia e vários pontos de gatilho. As.dores se tornaram insuportáveis. 24h e afetado meu sono e intestino.
    Estou desesperada. Tenho filho que precisa de mim. Estou sem direção. Peço a sua por favor.
    Meu email Ivana_zoccoli@ hotmail. com

    1. Maike Heerdt

      Bom dia Ivana
      A equipe Dor tem tratamento agradece a sua confiança.
      Primeiro, pergunte-se “o que eu Ivana posso fazer para me sentir mais disposta, saudável e leve ? ”
      Segundo, a dor generalizada possui causa. Procure as causas de dores generalizadas. Muitas vezes a causa é o excesso de estímulos e o fazer compulsivo ou o pensar compulsivo.
      Nestes casos, talvez o método terapêutico Mindfulness- Dor tem tratamento possa te ajudar.
      A Dra Maike Heerdt oferece mentoria online. Mas atualmente ela está afastada por problemas de saúde.

      Atenciosamente,
      Equipe Dor tem tratamento.

  3. Irany

    Bom dia,eu me chamo Irany,tenho 36 anos,já fiz reconstrução de LCA e menisco em ambos os joelhos a mais de 15 anos,dia 11/06/2017 me submeti a uma sinvectomia artroscópica em ambos os joelhos,fiquei deficiente por conta dos mesmos,hj me encontro com a perna esquerda toda paralisada e rodando de médico em médico sem chegar a um diagnóstico concreto.Sera que tenho DSR?

    1. Maike Heerdt

      Bom dia Irany
      Muito obrigado por compartilhar a sua história.
      O diagnóstico de Distrofia Simpático Reflexa é mediante avaliação médica Fisiatrica. No entanto, outros quadros devem ser avaliados tambem.
      Dor persistente é um quadro sério e potencialmente incapacitante. Há inúmeras possibilidades terapêuticas, mas o primeiro passo é procurar um profissional experiente.
      A Dra Maike Heerdt trabalha com os serviços de consultoria online e sessão fisiatrica. Você deseja maiores informações ? Qual o email ou Whatsapp no qual você deseja receber os detalhes dos serviços?

      1. Irany

        Meu e-mail é nygpereira@gmail.com,estou querendo detalhes sobre como agir com esse problema.

  4. Edineide Meneses Lins

    Praticava corrida de rua, quando fiz uma fratura por estress na tíbia, sem indicação cirurgica levou 7 meses para consolidar, de presente veio uma distrofia simpatica reflexa, já fiz a primeira punção de teste e estou em uso de 225 mg de pregabalina, 30 duloxetina, 5 ciclobenzaprina e ainda sinto dor, estou afastada do trabalho e atividade física 11 meses, fisioterapia 5 vezes por semana + acupuntura 3 por semana. Vou poder voltar a correr????

    1. Maike Heerdt

      Prezada Edineide,

      Muito obrigado pelo seu comentário.
      No programa de reabilitação individualizado, há metas a curto, médio e longo prazo. Pela sua descrição, parece que restabelecer a sua independência ocupacional e o controle da dor parecem ser a meta a curto prazo.
      Ressalto que a corrida não está contra-indicado em pacientes com distrofia. Mas é essencial você discutir com o seu fisiatra sobre suas metas, sonhos e medos.

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

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