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jun 23

COMO O FISIATRA TRATA A DOR? COMO EU TRATO

Fisiatra:”Para início de conversa”: Desconfie de soluções mágicas e fáceis. A dor  tem tratamento, mas os hábitos saudáveis devem fazer deste tratamento.

O FISIATRA

O Fisiatra, médico especializado em Medicina Física e Reabilitação, trata inúmeras doenças: Do que Fisiatra Trata

No entanto, como este site aborda inúmeros temas e tratamentos relacionados a dor, considero importante descrever como funciona um planejamento de reabilitação:

 

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor

Fase 1: Controlar a dor – ALIVIAR

O paciente procura, em média,  de 10 -15 especialista diferentes antes de consultar um médico fisiatra. Nesta peregrinação, os pacientes evoluem com um esgotamento físico e mental. Além disso, a articulação acometida, nervos, ligamentos, pele e até mesmo os músculos encontram-se extremamente sensibilizados e contraídos exageradamente “travados”, o que resulta em muita dor e incapacidade.

 

 

O primeiro e único objetivo nesta  fase é “apagar o fogo”, ou seja, todos os esforços devem ser direcionados ao controle da dor e à restauração funcional. Isso deve ser feito o mais rápido possível, evitando a cronificação da dor aguda e a perpetuação da dor crônica,

Ressalto que a dor aguda não tratada adequadamente pode leva a dor crônica e persistente e se torna a própria doença do paciente. Conviver com dor crônica compromete o bem-estar social e emocional do indivíduo, que pode sentir-se isolado, incompreendido, ansioso e/ou deprimido, além de afetar a produtividade no trabalho, o apetite, o sono. A dor crônica é considerada um fator para desencadear alterações hormonais decorrentes do estresse crônico.

O tratamento indicado deve ser o mais individualizado possível. Dores de coluna, fibromialgia, neuropatias, lesões por esforços repetitivos, lesões miotendíneas, câncer, pós operatório, lesões esportivas possuem suas particularidades de tratamento.

Numa fase aguda, pode-se indicar repouso relativo, gelo, fisioterapia analgésica, acupuntura, analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares, órteses, procedimentos minimamente invasivos. Nesta fase, recomenda-se não exigir muito movimento da região afetada para não aumentar o ciclo vicioso de dor-espasmo reflexo – dor.

Numa fase crônica, costuma-se associar outras classes de medicamentos, com ação neuromoduladora (que aumenta a tolerância a dor), entre eles, cita-se os antidepressivos, anticonvulsivantes, fenotiazínicos, indutores do sono, sedativos, entre outros.

Dentro da equipe interdisciplinar, o fisioterapeuta pode realizar terapias manuais com o objetivo de liberação das fáscias e relaxamento da musculatura. Tanto o fisioterapeuta quanto o terapeuta ocupacional podem orientar sobre dicas de proteção articular e conservação de energia nas diferentes atividades do dia-a-dia (posição para dormir, levantar da cama, posição no posto de trabalho, posição na frente do computador, entre outros). Ainda nesta fase, o psicólogo e o terapeuta holístico podem utilizar técnicas e estrategias para ensinar o paciente a lidar com a dor.

font-size: small;”>FONTE: http://www.mutiraododiabetico.com.br

 

Em casos selecionados pode-se indicar a avaliação de um cirurgião ortopedista e a realização de procedimentos fisiátricos. Lembrando que os procedimentos representam uma das etapas para o sucesso da reabilitação do paciente, que sem dor consegue iniciar os exercícios terapêuticos, com resultados mais eficazes.

POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS NÃO INVASIVAS 

  • Dessensibilização com meios físicos

font-size: small;”>FONTE: http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1–1283-20130114

 

FONTE: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3201651/

 

  • Kinesio Tapping


FONTE: http://www.politecsaude.com.br/produtos/kinesio-pre-cortada/284/


FONTE: http://www.politecsaude.com.br/produtos/kinesio-pre-cortada/284/
  • compressão isquêmica dos pontos miofasciais


FONTE: Dor e difunção miofascial : Manual dos pontos gatilho
  • prescrição de palmilhas e calçados


FONTE: http://www.pelight.com.br/tipos_pisada/pronada.html

 

  • orientação nutricional e suporte psicoterápico para perda ponderal

  • cessação tabagismo

  • controle das comorbidades agravantes do quadro

  • prescrição de medicamentos

    PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO – MINIMAMENTE INVASIVOS

  • Acupuntura

  • Técnica especial de sensibilização segmentar espinhal (Bloqueio pré-injeção / Bloqueio de Fisher)

    FONTE: https://adoratual.wordpress.com/2009/04/02/sindrome-dolorosa-miofascial/
  • Agulhamento e infiltração concentrada extrarticular no ponto gatilho comprometido.

     

  • Agulhamento e infiltração extrarticular do ponto gatilho e da banda tensa, junção miotendínea e inserção óssea.

  • Agulhamento e infiltração extrarticular de lesões musculares e ligamentares (lesões esportivas, LER/DORT, desuso)

  • Agulhamento e infiltração extrarticular de lesões ligamentares, inflamação e área gatilho que causam espasmo muscular e pontos-gatilhos (por exemplo: bursite subacromial, tuberosidade esquiática, fasceiíte plantar, articulação sacroilíaca, ligamento supraespinhal, entre outros.)

     

    font-size: small;”>Infiltração dedo em gatilho
    font-size: small;”>Infiltração sacroilíaca

     

  • Infiltração extrarticular difusa dos músculos em espasmo (Bloqueio somático) associado a agulhamento e infiltração.

  • Infiltração articular

  • Bloqueio de nervo periférico

 

  • Mesoterapia

 

FONTE: http://www.metsavaht.com.br/ortopedia/mesoterapia/

 

  •  Terapia por ondas de choque


Terapias de ondas de choque
  • Associação de técnicas: injeções de esteróides, solução salina estéril no subcutâneo, agulhamento seco, entre outros.

Fase 2 : Cinesioterapia – REABILITAR 

A  maioria dos sofredores de dores acha que uma vez que a dor diminui ou desaparece é porque o problema foi resolvido. A verdade é que o controle da dor é apenas o primeiro passo.  O próximo passo é a fase de correção, que dura de 4 a 6 meses.

Nesta fase, o movimento da articulação deve ser restaurado e deve ser orientado um plano de recondicionamento dos músculos que suportam e estabilizam a articulação acometida, que deverá ser seguido para a melhora da condição geral da articulação e do local da dor, através da realização de exercícios terapêuticos supervisionados por um profissional capacitado.

Uma combinação de técnicas podem ser usadas, que visam restabelecer o alinhamento estático e dinâmico da articulação acometida e a capacidade de movimento. Há fisioterapeutas capacitados em Reeducação postural global – RPG, Ginástica Holística,  terapias manuais como Maitland, osteopatia, cadeias musculares, Manipulação fascial de Stecco, Energia muscular, Quiropraxia.

Juntamente com a restauração do movimento devem ser progredidos e intensificados os exercícios de estabilização articular, que terão o objetivo de facilitar o recrutamento dos músculos que protegem a articulação. Neste momento, pode-se indicar a técnica Pilates (principalmente quando o objetivo é fortalecimento do CORE).

Após alcançar o recrutamento da musculatura estabilizadora da articulação acometida, indica-se o início de fortalecimentos musculares globais (grupo abdominal, glúteos, flexores do joelho, extensores do joelho, extensores da coluna, entre outros).  Assim, a sobrecarga mecânica é distribuída de forma equilibrada nos membros inferiores (coluna lombar, quadril, joelhos, tornozelos)

Depois desta fase, os exercícios aeróbicos podem ser reiniciados e progredidos gradualmente por um período de 4 a 6 meses. Dependendo de cada caso, pode-se orientar quais as atividades aeróbicas mais indicadas para cada paciente iniciar a sua recuperação. Por exemplo, bicicleta ergométrica horizontal, com apoio nas costas, é melhor tolerada do que natação para paciente com dor lombar que piora à extensão da coluna.

O retorno ao esporte prévio a dor (por exemplo, futebol e corrida) deve ser lenta e gradual. Sempre atento a qualquer sinal que o ser corpo estiver lhe mandando. Diminua o seu treino toda vez que sentir dor ou desconforto, seja durante ou depois da realização dos exercícios. Qualquer dúvida, converse com seu médico fisiatra sempre que apresentar qualquer sintoma e sobre a sua progressão.

Além disso, deve-se orientar adequação de hábitos saudáveis, calçados, perda de peso, reforçar quanto adesão à posturas e atividades que causam maior sobrecarga, o descanso apropriado pós treino de recondicionamento, bem como controle dos sintomas ansiosos e depressivos secundários ao quadro de dor.

Fase 3 : Manutenção Cinesioterapia – MANTER

Esta fase consiste na prevenção, evitando novas crises e quadros de dor. É fundamental exercícios para manter o fortalecimento global, associado ao treino de flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio e propriocepção global, habilidades abordadas por educadores físicos adeptos do treino funcional.

 

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Médica Fisiatra – Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor

Para mais informações ou agendamento de sessões terapêuticas com a Dra Maike Heerdt entre em Contato



1 comentário

  1. Anônimo

    Dra. Maike,Me chamo Rozilene, sinto dores terríveis no coccix, por trabalhar sentada muito tempo, estou em tratamento, já fiz várias coisas para melhorar,medicamentos orais, osteopatia , bloqueio anestésico com corticóide na região lombar, quiropraxia, ozônioterapia no sacro e no coccix, fisioterapia mas nada melhorou, moro em BH e gostaria de conversar com a Sra. sobre a possibilidade de eu ir a uma consulta com a Sra. mas preciso de algumas informações antes, poderia tentar um contato telefônico com a Sra.? Passei por uma gravidez gemelar há 20 anos e minha pelve está meio virada. Tenho 44 anos. Estou assim há 01 ano, a RM mostrou osteoerosoes na região coccígea e edema medular na última vértebra.Irregularidade nas peças coccígeas. A Sra. tem como me ajudar ?

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