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ago 23

COMO MELHORAR O RENDIMENTO? CAIA

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Com o termino das Olimpíadas Rio 2016, vimos muitos atletas que melhoraram a suas performances em comparação com a última Olimpíada.

Por isso eu acho essencial falarmos sobre um outro método para melhorar o rendimento: pela dor. No último artigo coluna “Como eu posso melhorar o meu rendimento?”, você leu sobre dicas práticas para melhorar o sono, parte fundamental do que chamamos de tríade do sucesso.

No entanto, devemos ser realistas, todas as pessoas, independentemente de quão excelentes elas sejam, enfrentam dificuldades.

Todas elas passam por altos e baixos.

O fator crítico não é a ausência de dificuldade, e sim a capacidade de você superar e retornar mais forte, pronto para vencer.

Neste contexto, como eu posso melhorar o meu rendimento? Caia. Tenha uma lesão. A lesão e a dor persistente que limita a performance deve ser um importante ponto de virada para você, atleta e praticante de atividade física e dos desafios da vida.

 

Caia

“Hipotermia, dor nos isquiotibiais lesionados, bolhas nos pés…nada disso me fez desistir.

Não desejo a ninguém ficar 10 horas molhado no vento gelado sem poder tremer para ganhar calor, a sensação é horrível, te tira o foco, mexe com a sua cabeça. Até o 90 km do ciclismo, eu estava fazendo uma prova impecável, feliz com o meu rendimento, estava na frente do cara que veio ficar em terceiro na prova, era tudo o que eu queria.

Daí surgiu o vento, mais frio e mais chuva, e as fisgadas nos isquiotibiais.

rompimento tendao

Cada pedalada era uma fisgada no posterior de coxas, que foram minando minha energia e a minha mente, fui sendo ultrapassado, desfoquei, os pensamentos negativos dominaram por um tempo, entreguei a bike bem desgastado, corri o que eu queria até o km 10, depois as dores me incomodaram mais, meu corpo não aquecia e fui lutando a cada km, por que além da medalha, eu tinha duas pessoas incríveis lá na linha da chegada me esperando, debaixo da chuva: meus pais.”

Este atleta, e um grande amigo médico, veio ao consultório cheio de questionamentos. Fazia apenas 3 semanas que havia completado o Iron Man 2016 Florianópolis.

E já estava há 10 dias sem treinar, pois recebeu o diagnóstico de tendinopatia e ruptura parcial do tendão isquiotibiais.

“Quando eu posso voltar a fazer exercícios? Posso nadar? Posso pedalar? Quando eu vou poder voltar a correr? Posso correr a maratona de Berlin? Qual o risco de romper completamente? Quanto tempo de recuperação? O Plasma rico em plaquetas acelera a minha volta aos treinos? E as ondas de choque?“ São perguntas realmente pertinentes.

 

Melhorar o Rendimento

No entanto, diante de um atleta de alto rendimento com este quadro, é essencial manter o foco e uma metodologia de avaliação.

O primeiro passo é reunir todos os fatos, montar o quebra-cabeça com todas as informações. As seguintes perguntas devem ser respondidas:

 

solução

Qual o problema?
Quais as causas do problemas?
Quais são os fatores desencadeantes desta dor?
Quais os fatores que podem limitar a cicatrização desta lesão?
Quais são as possíveis soluções e possibilidades de tratamento?
Qual a melhor solução possível? Qual o caminho mais seguro a ser traçado para que VOCÊ melhore e tenha uma performance plena?

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Estas perguntas devem sempre guiar e direcionar a conversa clínica e o exame físico presencial na sessão inicial. Nesta avaliação é fundamental sempre ficar atento e investigar:

– Quais atividades e movimentos estão limitadas ou com baixo rendimento? Provas Biomecânicas e Posturais

– Avaliação global, integrando o segmento sensitivo, o segmento motor, o segmento articular e peri-articular (entesopatia, bursite, tendinite, epicondilite, pericapsulite), sistema nervoso simpático e o deslizamento das estruturas e fáscias.

– Condições prévias e atuais que podem comprometer o sucesso terapêutico (Qualidade do sono, Rotina, Cirurgias prévias, Estresse, Distúrbios Metabólitos/ eletrolíticos/ hormonais/ nutricionais, Sintomas neuropsiquiátricos e inflamatórios).

Após esta sessão terapêutica é possível estabelecer uma direção e indicar a melhor conduta pra VOCÊ que está com uma lesão e com dor.

Além disso, neste atleta iniciou-se a investigação do Distúrbios Metabólitos/ eletrolíticos/ hormonais/ nutricionais e inflamatórios que contribuem a fisiopatologia da síndrome miofascial, reduzem a termogênese e prejudicam o rendimento no esporte.

Neste caso específico, realizou-se procedimentos minimamente invasivos para o quadro de dor miofascial ( Técnica de dessensibilização segmentar espinhal – Bloqueio de Fischer), pois estava sentindo dor inclusive para caminhar e dirigir longas distâncias.

musculo

 

 

Ressalto que o componente miofascial é um importante fator de tração em tendinopatias. E apenas após o tratamento miofascial, pode-se liberar com segurança a realização de deep running, a natação e a bike (com moderação é claro).

O treino de corrida só será liberado após reavaliação presencial, seguimento de imagens após 6 semanas de lesão.

Mas o atleta deve estar ciente que estes procedimentos representam um passo no caminho de alívio da dor e da cicatrização, mas não deve ser o único.

 

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A mudança positiva deve ser a base do tratamento.
Neste momento, este atleta segue em fisioterapia de liberação miofascial, em uso de nutracêuticos, em uso tópico de creme para reduzir a sensibilização espinhal, com prescrição de realizar rolo de liberação miofascial pré-treino e pós treino de bike, deep running, natação e musculação.

Aguarda o resultado de exames laboratoriais e da escanometria de membros inferiores, realizando medidas seriadas de temperatura.

Aguarda ansiosamente para realizar novas imagens da lesão de isquiotibiais e ser liberado para retornar aos treinos de forma plena.

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Este atleta tem muito ímpeto. Movido pela superação e pelo resultado. Está sendo um grande desafio focar nos detalhes que fazem a diferença no processo de excelência e aceitar o tempo do corpo e das coisas. Antes ele era um bom atleta, mas este caminho está fazendo dele um atleta excelente. A vulnerabilidade nos deixa mais fortes.

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Poucas pessoas levam vidas ótimas, em grande parte porque é muito fácil construir uma vida boa. A maioria das instituições jamais se torna excelente, por que é bastante boa – e é este seu principal problema  Jim Collins

 

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Uma Medica Fisiatra apaixonada em buscar soluções para pessoas que sentem dor persistente, para alcançar uma vida mais plena e saudável. Entusiamada em difundir as inúmeras possibilidades de tratamento da dor e da neuromodulação numa abordagem da medicina integrativa. Atuação em reabilitação interdisciplinar da dor, bloqueios neuromusculares e procedimentos minimamente invasivos em dor. Formação em saúde: Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação pela Universidade de São Paulo. Pós- Graduada em Acupuntura e em Dor pelo Centro de Dor da HCFMUSP. Título de Especialista em Fisiatria pela Associação Médica Brasileira. Atuação em reabilitação interdisciplinar da dor, bloqueios neuromusculares e procedimentos minimamente invasivos em dor.

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