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set 27

BURSITE QUADRIL/OSTEOARTROSE TEM TRATAMENTO!

BURSITE QUADRIL é uma síndrome dolorosa muito comum e pode tornar-se altamente incapacitante, impedindo o paciente de dormir e locomover-se. No entanto, há inúmeras possibilidades de tratamento para evitar o processo de dor crônica e persistente.

O quadril possui três planos de movimento: lado-lado, para frente e para trás e rotações para dentro e para fora, ele atua de forma sincronizada. Esta articulação é extremamente complexa, submetida a grandes forças durante a locomoção, tanto para estabilização como para movimentação.

Estima-se que durante uma caminhada lenta, esta articulação recebe 1,6 vezes o peso do corpo e na corrida aumenta para 5 vezes em cada apoio do pé no chão. Esta carga é resultante de várias forças distintas que o quadril recebe durante a atividade, entre elas a força de impacto do calcanhar, força de reação e força dos músculos sobre a articulação. Assim fica mais fácil entender porque a dor no quadril é tão comum.

DOR NO QUADRIL - Biomecânica

O quadril é uma articulação do tipo esférica formada pela cabeça do fêmur (osso da coxa) e a cavidade do acetábulo (osso da bacia), que possui estabilizadores estáticos e estabilizadores dinâmicos.

DOR NO QUADRIL - Anatomia ligamentos e cartilagem

Assemelha-se a uma esfera dentro de uma taça invertida. Entre os dois ossos existe uma camada de cartilagem que possibilita o deslizamento com mínimo atrito e a lubrificação entre estas superfícies, além dos estabilizadores estáticos, que mantém a articulação firmemente unida.

 Os estabilizadores dinâmicos são:

 

  • Músculos flexores do quadril principais: o psoas, o ilíaco, o sartório, reto femoral, tensor da fáscia lata. Ressalto que o pectíneo, adutor curto e longo e as fibras anteriores dos glúteos mínimo e médio também auxiliam na flexão.
  • Músculos extensores do quadril: glúteo máximo, fibras posteriores do glúteo médio e do glúteo mínimo, porção longa do bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso, porção extensora do adutor magno.
  • Músculos abdutores são: fibras superiores e laterias de glúteo máximo, glúteo médio, glúteo mínimo, tensor da fáscia lata, piriforme, sartório, obturador interno e externo.
  • Músculos adutores são: adutor magno, adutor longo e curto, grácil, pectíneo, psoas e ilíaco, fibras inferiores e mediais do glúteo máximo, semitendinoso e semimembranoso.
  • Músculos rotadores externos: piriforme, obturador externo e interno, gêmeo superior e inferior, quadrado femoral, fibras posteriores do glúteo médio, sartório, porção longa de bíceps femoral, pectíneo, grácil, adutores longo, curto e magno.
  • Músculos rotadores internos são: glúteo mínimo, tensor da fáscia lata, fibras anteriores de glúteo médio, semitendinoso e semimembranoso.

DOR NO QUADRIL Dor lombar e Dor na Virilha - Músculo Iliopsoas (porção Iliaco e Psoas)

Dor lombar e Dor na Virilha – Músculo Iliopsoas (porção Iliaco e Psoas)

 

DOR NO QUADRIL Dor patela - Músculo reto femoral

Dor patelar – Músculo Reto femoral

 

Dor no quadril Bursite trocantérica, Síndrome Dolorosa da região trocantérica, Dor da bursite trocantérica - Músculo Tensor da Fáscia Lata

Bursite trocantérica, Síndrome Dolorosa da região trocantérica, Dor da  bursite trocantérica – Músculo Tensor da Fáscia Lata

 

Dor no quadril Dor em virilha, Dor em coxa - Músculo Sartório

Dor em virilha, Dor em coxa – Músculo Sartório

 

Dor no quadril, dor glútea Dor lombar baixa e Dor sacral - Músculo Glúteo Médio

Dor lombar baixa e Dor sacral – Músculo Glúteo Médio

Dor no quadril Dor no glúteo Dor ciática - Músculo Glúteo Mínimo

Dor ciática – Músculo Glúteo Mínimo

 

Dor no quadril Dor no glúteo Dor no cóccix, Dor ao sentar - Músculo Glúteo Máximo

Dor no cóccix, Dor ao sentar – Músculo Glúteo Máximo

 

Dor no quadril Dor atrás da coxa, Dor ciática - Músculos Isquiotibiais e Bíceps femoral

Dor atrás da coxa, Dor ciática – Músculos Isquiotibiais e Bíceps femoral

 

Dor no quadril Dor na coxa, Dor na Virilha, Dor ânus - Músculo Adutor Magno

Dor na coxa, Dor na Virilha, Dor ânus – Músculo Adutor Magno

 

Dor no quadril Dor Ciática, Dor Glútea - Músculo Piriforme

Dor Ciática, Dor Glútea – Músculo Piriforme

dor no quadril e dor no cóccix - músculo obturador interno

Dor Cóccix – Músculo Obturador interno

 

Dor no quadril Dor na perna, Dor na Virilha, Dor no Joelho - Músculos Aduotres

Dor na perna, Dor na Virilha, Dor no Joelho – Músculos Adutores

 

Dor na virilha, Dor no quadril - Músculo Pectíneo

Dor na virilha, Dor no quadril – Músculo Pectíneo

Dor Glútea, Dor Ciático, Dor Sacroilíaca, Dor na Bacia, Dor no Quadril - Músculo Quadrado Lombar

Dor Glútea, Dor Ciático, Dor Sacroilíaca, Dor na Bacia, Dor no Quadril – Músculo Quadrado Lombar

Dor no quadril Dor Glútea, Dor sacroilíaca, Dor Ciática - Músculos Paravertebrais

Dor Glútea, Dor sacroilíaca, Dor Ciática – Músculos Paravertebrais

Dor no quadril Dor em virilha, Dor na coxa - Músculo Grácil

Dor em virilha, Dor na coxa – Músculo Grácil

INVESTIGAÇÃO E EXAMES COMPLEMENTARES

QUAL O MELHOR EXAME PARA AVALIAR BURSITE QUADRIL?

O exame físico detalhado, que guiará a investigação complementar e a reabilitação individualizada.

Ressalto que muitas vezes a dor no quadril é um mecanismo de proteção e surge antes da lesão estrutural. Desta maneira, o paciente pode apresentar um quadro de dor no quadril por inúmeras causas, tais como: sensibilização segmentar espinhal , Síndrome Dolorosa Miofascial e alterações nas fáscias constatadas no exame clínico, sem alterações significativas nos exames complementares.

O diagnóstico de dor no quadril é clínico. Os exames podem ajudar a confirmar a lesão de determinada estrutura que podem causar dor no quadril, descartar processos inflamatório e neoplásicos e a planejar uma intervenção cirúrgica.

A Radiografia, Tomografia Computadorizada, a Ultrassonografia, a Ressonância Magnética e a Artroressonância, Artroscopia Diagnóstica  são exames que permitem avaliar lesões estruturais. Nas seguintes estruturas: cápsula articular, ligamento iliofemoral, orla acetabular, labrum, ligamento transverso do acetábulo, bursas, tendões, músculos, artérias, veias e os nervos.

Em alguns casos,  a investigação de dor no quadril pode ser complementada com avaliação da condução nervosa e atividade muscular (eletroneuromiografia), com avaliação vascular (doppler, arteriografia, angio-ressonância, entre outros).

 TRATAMENTO DA DOR NO QUADRIL

O tratamento da dor no quadril depende da disfunção e da lesão envolvida.

A causa mais comum de dor no quadril é a Síndrome Dolorosa da Região Trocantérica. Na qual é comum a associação de bursite trocantérica e síndrome dolorosa miofascial, dor miofascial no quadril.

BURSITE TROCANTÉRICA – SÍNDROME DOLOROSA da REGIÃO TROCANTÉRICA

A Síndrome Dolorosa da Região Trocantérica é conhecida como uma dor no quadril, crônica na lateral da articulação, que pode estar associada ou não a inflamação da bolsa (bursa) que amortece e diminui o atrito entre as estruturas ao redor da articulação durante o movimento.

 

 Dor no quadril Anatomia da Bursite Trocantérica

Anatomia da Bursite Trocantérica

QUADRO CLÍNICO

No início do quadro, a dor no quadril  pode ocorrer apenas na corrida, ao subir as escadas e durante a caminhada, Com a evolução, o paciente pode se queixar de dor no quadril ao repouso, ao cruzar as pernas na posição sentada, quando deita em cima do lado afetado e pode apresentar dor no quadril com irradiação para a coxa.

Ao exame clínico, observa-se dor no quadril a palpação na região lateral da articulação, sensibilização segmentar, dor à palpação muscular ( pontos gatilhos miofasciais), aumento de temperatura no local da inflamação, dor no quadril  durante a flexão, abdução e rotação interna da articulação, em alguns casos observa-se até sinais de fraqueza muscular.

Dor no quadril - dor da bursite

Relate ao médico cirurgias já realizadas em membros inferiores e coluna, pois qualquer alteração pode alterar a biomecânica do quadril, desencadeando alterações na ação muscular relacionada ao atrito anormal da bursa.

 

MECANISMO DOR NO QUADRIL – BURSITE TROCANTÈRICA

Nesta região se inserem o músculo glúteo médio e o glúteo mínimo. Estes músculos são estabilizadores dinâmicos da pelve e dos membros inferiores, evitando a queda do quadril quando a descarga de peso ocorre em um membro inferior.

Dor no quadril e fraqueza muscular

Além dele, há uma estrutura fibrosa muito forte, localizada na região lateral do quadril, que auxilia na estabilização. Entre eles, encontra-se a bursa trocantérica, que reduz o atrito excessivo entre o músculo e a fáscia.

Dor no quadril - banda ilio-tibial

Logo abaixo do trocanter maior insere-se o músculo glúteo máximo, potente extensor do quadril que leva o membro inferior pra trás. Durante a caminhada e a corrida, este tendão empurra a bursa contra o trocanter maior repetidamente, aumentando sua pressão, levando assim a uma maior predisposição à irritação, inflamação e conseqüente dor no quadril.

Dor no Quadril - Bursite trocantérica

A corrida, o ciclismo, o futebol e alguns exercícios de musculação são práticas com esforço repetitivo que podem desencadear micro-traumas de repetição ou lesões por overuse, que tendem a desencadear o quadro de dor no quadril. O trauma direto causado por uma queda ou pancada sobre o trocanter maior pode desencadear a bursite de forma súbita e intensa dor no quadril.

FATORES DESENCADEANTES

A dor no quadril em região trocantérica pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres de meia idade e idosos. Ressalto que este tipo de dor no quadril é consequência de solicitações mecânicas inadequadas com distribuição anormal das pressões articulares.

Por exemplo, modo de andar e a postura, o aumento do ângulo quadricipital (angulo Q), o alinhamento em valgo do quadril, o desequilíbrio entre atividades de grupos musculares (encurtamento fáscia lata, fraqueza e encurtamento do músculo glúteo médio, encurtamento do tendão do músculo glúteo máximo, entre outros), diferença de comprimento entre os membros inferiores, tipo de pisada, alteração pré-existente em coluna vertebral.

Seguem os fatores de risco associados a este quadro de dor no quadril:

Lesão por estresse repetitivo (overuse). Pode decorrer de corridas, subir escadas, andar de bicicleta ou até mesmo ficar em pé por tempo prolongado.

Trauma direto agudo causado por uma queda ou pancada sobre o trocanter maior pode desencadear um quadro súbito.

Trauma crônico no quadril, desencadeado por deitar em um lado do corpo por um longo período de tempo.

Artrite reumatóide

Cirurgia prévia. Ressalto que a cirurgia de prótese de quadril desencadeia mudanças biomecânicas que aumentam a sobrecarga na região trocantérica.

Esporão ósseo ou depósitos de cálcio nos tendões.

Desigualdade de membros inferiores (Quando uma perna é mais curta que a outra, ocorre sobrecarga articular e leva a irritação da região trocantérica).

Alterações biomecânicas da coluna (artrose, escoliose, hiperlordose)

Alterações musculoesqueléticas

OSTEOARTROSE DE QUADRIL – COXARTROSE

A artrose também é uma causa comum de dor no quadril. Ressalto que a artrose compreende um grupo heterogêneo de condições que levam a sintomas e sinais articulares que estão associados a defeitos  da integridade da cartilagem articular, além de modificações no osso subjacente e nas margens articulares. Osteoartrose ou Osteoartrite são termos empregados como sinônimos de artrose.

 

Dor no quadril, coxartrose artrose de quadril

QUADRO CLÍNICO

Os primeiros sintomas da artrose no quadril geralmente aparecem como dor no quadril, mas na região da virilha, localizada profundamente. Tipicamente, o paciente faz o sinal do C com a sua própria mão. Pode ocorrer dor irradiada para a parte interna e anterior da coxa do lado afetado.

 

Dor no quadril, dor na virilhaDor no quadril, dor na virilha

No início do quadro, a dor no quadril e virilha  aparece após atividades físicas mais intensas. Com a evolução, o paciente começa a referir dor protocinética, ou seja, a dor surge ao iniciar o movimento após o repouso e o “corpo frio”, como pontadas. Após alguns passos, o desconforto melhora.

O quadro anterior pode prolongar-se por anos e a evolução ocorre de forma individual. Conforme evolui, o paciente começa a queixar-se de dor durante movimentos banais do dia-a-dia. A perda do movimento articular ocorre maior limitação para calçar sapatos, cortar as unhas dos pés, entrar e sair do carro, dificuldade para realizar alongamentos, sentar-se no chão.

Nos casos não tratados, costuma-se observar piora do quadro de dor no quadril, com o aparecimento de dores noturnas que limitam o sono e a sensação de travamento pela manhã (rigidez matinal). Nesta fase, a dor limita a atividade física, os compromissos sociais, os passeios, as caminhadas, a vida sexual, as viagens, quando a pessoa deixa de fazer o que lhe dava prazer.

Gostaria ainda de ressaltar que o processo de osteoartrose pode ser primária ou secundária a outras Etiologias. Por exemplo:

– Displasia desenvolvimento do quadril
– Osteonecrose da cabeça do fêmur
– Colagenoses – Artrite reumatoide, Espondilite anquilosante
– Sequelas de doenças infecciosas
– Sequelas traumáticas e lesões condrais

Leia sobre outras causas de dor no quadril no post: DOR GLÚTEA TEM TRATAMENTO

PLANO TERAPÊUTICO DE REABILITAÇÃO

A demanda funcional (dor no quadril, função e idade) do paciente é que determina o tipo de reabilitação e a indicação de procedimentos minimamente invasivos de reabilitação e até procedimentos ortopédicos (como no caso da osteoartrose de quadril).  A conduta deve ser individualizada SEMPRE.

Recursos no Tratamento da pessoa com dor no quadril

Recursos no Tratamento
da pessoa com dor

FASE AGUDA – ALIVIAR

A terapêutica inicial, na fase aguda é o alívio da dor no quadril, pode incluir:

–  Repouso relativo,

–  Compressas de gelo,

–  Medicações anti-inflamatórias

–  Meios físicos para analgesia e redução da sensibilização segmentar espinhal

– Terapias manuais

– Procedimentos minimamente invasivos para amenizar a dor

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS

A redução do percentual de gordura (perda de peso) é OBRIGATÓRIO, tanto para reduzir sobrecarga nas articulações quanto para reduzir o processo inflamatório sistêmico presente na dor do quadril. Além disso, o controle do diabetes e de outras doenças metabólicas é essencial.

 

ÓRTESES

Costuma-se corrigir situações de pisada pronada e supinada, sempre que possível. Pode-se prescrever até mesmo  palmilhas com cunhas anti- varo ou anti-valgo de tornozelo associadas a tornozeleira estabilizadoras. A diferença de comprimento entre os membros  (acima de 1 cm) também pode ser corrigida.

Dor no quadril Palmilha para joelhos arqueados para dentro

Palmilha para joelhos arqueados para dentro

Dor no quadril Palmilha para joelhos arqueados

Palmilha para joelhos arqueados

Além das palmilhas, há bermudas com tecidos que incorporam biocerâmica às fibras, que teoricamente promovem aumento do volume da microcirculação e do fluxo sanguíneo, auxiliando na resolução do processo inflamatório (reação óxido nítrico mediada).

Coxal para dor no quadril

Coxal para dor no quadril

 PROTEÇÃO ARTICULAR

– Técnicas de auto- cuidados: por exemplo auto-massagem;

– Usar uma almofada entre as coxa ao dormir;

– Não durma com o travesseiro embaixo dos joelhos, pois  com uma deformidade em  flexu de quadril e joelhos, deixando a perna aparentemente mais curta;

– Evitar ficar na mesma posição ( em pé ou sentado) por muito tempo;

– Usar calçados adequados para absorver o impacto da marcha e que oferecem segurança no andar;

– Evitar subir e descer escadas/ rampas em excesso. Se necessário, preferir subir/descer em zigue-zague ou na diagonal;

– Subir primeiro o degrau com a perna não acometida;

– Colocar apoio na parede do banheiro para evitar escorregões;

– Evitar cruzar as pernas ao sentar;

– Para levantar de uma cadeira,aproxime-se da borda da cadeira e use a força dos braços;

– Corrigir desalinhamentos posturais;

– Alternar afazeres com períodos de repouso;

– Usar bengala ou andadores, quando indicado, até a melhora da dor, com intuito de reduzir sobrecarga na articulação.

CINESIOTERAPIA

De qualquer modo, sempre há indicação da realização de exercícios terapêuticos supervisionados por um profissional capacitado, com ênfase:

– Exercícios respiratórios

dor no quadril exercícios respiratórios

– Estimulação sensorial e conscientização corporal para melhorar posturas viciosas

 

Posturas que pioram a dor no quadril

– Exercícios ativo assistidos para aumentar Amplitude de Movimento nos casos de limitação:

– Exercícios de fortalecimento da musculatura global da articulação, restabelecendo o equilíbrio entre as cadeias musculares. Se for necessário, iniciar com exercícios isométricos. Realizar relaxamento pós isométrico. Enfâse nos músculos comprometidos por pontos-gatilhos miofasciais.

– Progredir conforme tolerância e com a orientação de profissional habilitado.

– Progredir treino de fortalecimento de estabilizadores complexo lombopélvico associado  ao treino de propriocepção e equilíbrio, treino de dissociação de cinturas. Há trabalhos que estudam a importância dos músculos estabilizadores de tornozelo e pés na proteção articular do quadril.

Exercícios de Fortalecimento para dor no quadril

Fortalecimento para o quadril

– Muitos casos beneficiam-se da realização de exercícios terapêuticos dentro da piscina (hidroterapia ou hidroginástica).

Exercícios dentro da água Deep Running na Dor Quadril

Deep Running na Dor Quadril

– Exercícios de condicionamento físico: deve ser encorajada atividade física aeróbica, de baixo impacto, como a natação ou a hidroginástica. Além disso, exercícios em bicicletas e exercícios de musculação e treino funcional podem ser adotados.

Fisioterapia e Alongamentos para dor quadril

Alongamentos para dor quadril

OUTRAS POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS CONSERVADORAS:

– Uso de Nitratos tópicos – em tendinoses

 

Adesivo de Nitrato - Tendinoses quadril

Adesivo de Nitrato – Tendinoses quadril

– Terapias manuais no quadro de Dor no Quadril

Dor no quadril Manipulação articular, osteopatia, quiropraxia

Manipulação articular para quadril

– KinesioTaping no quadro de Dor no Quadril

 

Taping Dor Lateral do quadril, bursite trocantérica

Taping Dor Lateral do quadril

dor no quadril e dor na virilha taping

Taping Dor virilha

– Fitoterapia no quadro de Dor no Quadril

O uso de medicamentos extraídos de plantas já está bem estabelecido no tratamento da dor no quadril por osteoartrose. Ressalto que o medicamento diacereína é extraída da planta comestível Ruibarbo, o ácido acetil salicílico, é extraído das folhas de salgueiro, o ou Harpagophytum procumbens é extraído da planta Garra do Diabo e ainda os insaponificáveis de soja e do abacate.

Além disso, há produtos tópicos  como a Capsaicina tópica: substância encontrada na pimenta, que atua na substância P, reduzindo a transmissão dos estímulos e produtos comercializados em spray extraídos da erva-baleeira ou “maria milagrosa” (Cordia verbenacea). 

Além disso, cresce o uso de Curcuma longa (extraído do açafrão da terra) nos sintomas de dor nas articulações e do extrato de  Boswellia serrata e Sucupira.

Ressalto que medicamentos fitoterápicos também possuem efeitos colaterais e contra-indicações.

– Suplementação nutricional no quadro de Dor no Quadril

A ingesta do colágeno tipo II não desnaturado bioidêntico, derivado da cartilagem  do frango, patenteada como UC-II, pode produzir efeitos de imunomodulação. A exposição a este colágeno pode reduzir a reação imunológica que agride a cartilagem articular.

Além disso, suplementação de glicosamina e condroitina, colágeno hidrolisado, ômega 3 e vitamina D, Magnésio, quando indicada podem possuir uma ação imunomoduladora, com efeito anti-inflamatório.

 TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA no quadro de Dor no Quadril

O tratamento medicamentoso depende de inúmeros fatores: grau de incapacidade dolorosa, tipo de componente da dor no quadril (aguda x crônica), sintomas comportamentais relacionados a dor, entre outros.

Tipos de dor no quadril - Dor crônica e Dor Aguda

Tipos de dor – Dor crônica e Dor Aguda

DOR NO QUADRIL AGUDA: Analgésicos e anti-inflamatórios

DOR NO QUADRIL CRÔNICA:

Há inúmeras medicações que podem ser usadas na dor crônica secundária a osteoartrose. Por exemplo: antidepressivos tricíclicos (Amitriptilina, nortriptilina, entre outros) promovem o relaxamento muscular, aumentam a tolerância a dor, melhoram a qualidade do sono, O relaxante muscular de ação central (ciclobenzaprina) também pode ser usado, com efeitos semelhante a amitriptilina.

Os antidepressivo inibidores de recaptação de serotonina (fluoxetina e paroxetina, entre outros) podem  promover uma melhora nos distúrbios de ansiedade. Os neurolépticos fenotiazínicos (ex. clorpromazina) podem ser associados aos antidepressivos, com importante efeito no sistema límbico (emoções), efeito ansiolítico e relaxante muscular quando usado em associação. Os anticonvulsivantes também podem ser usados como neuromoduladores (aumentando a tolerância a dor) e em quadros específicos de dor. Os indutores do sono (Zolpidem) podem ser usados em alguns casos específicos para melhora) do padrão de sono e no desmame dos benzodiazepínicos (rivotril, diazepam, entre outros).

TRATAMENTO DAS DOENÇAS ASSOCIADAS

Há evidências crescentes de que a dor no quadril e a  artrose não é simplesmente  uma doença relacionada ao envelhecimento ou estresse mecânico das articulações. Atualmente, observa-se que a artrose correlaciona-se com a Síndrome Metabólica, que leva a produção de substâncias pró-inflamatórias desencadeando a destruição das células da cartilagem.

A Síndrome Metabólica é um conjunto de doenças: Obesidade com aumento da cintura abdominal, Hipertensão (Pressão Alta), anormalidades lipídicas (colesterol e triglicérides) e glicêmicas por resistência a insulina (popularmente açúcar alto no sangue).  Além disso, aumento nos níveis do ácido úrico (hiperuricemia) e de ferritina também está associado a síndrome.

MEDICAÇÕES MODIFICADORAS DA DOENÇA OSTEOARTRÍTICA – OSTEOARTRITE/OSTEOARTROSE DE QUADRIL

remedios na osteoartose e dor no quadril

FONTE: http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=3077&fase=imprime

SUPLEMENTAÇÃO HORMONAL no quadro de Dor no Quadril

Os hormônios são fundamentais na reabilitação do paciente com dor no quadril

Os hormônios são fundamentais na reabilitação do paciente com dor.

PROCEDIMENTOS TERAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO – MINIMAMENTE INVASIVOS

– Acupuntura

Considerada efetiva na redução da dor no quadril  e da incapacidade funcional secundária a dor.

Meridianos de Acupuntura - Dor quadril

Meridianos de Acupuntura – Dor quadril

  Bloqueio de nervo no quadro de Dor no Quadril

 

Dor no quadril Bloqueio de Nervo Quadril - Região virilha

Bloqueio de Nervo Quadril – Região virilha

Dor no quadril Bloqueio paraespinhoso

Bloqueio paraespinhoso

Dor no quadril e dor na virilha Bloqueio de Nervo femoral

Bloqueio de Nervo femoral

 

Infiltração extra-articular (bursa, tendão e ligamentos) no quadro de Dor no Quadril

Bursa, Tendões e Ligamentos na dor no quadril - Visão posterior

Bursa, Tendões e Ligamentos do quadril – Visão posterior

Infiltração anestésica dor no Quadril

Infiltração anestésica Quadril

Infiltração intra-articular no quadro de Dor no Quadril

Dor no quadril infiltração dentro da articulação do quadril

Infiltração intra-articular quadril

Viscossuplementação no quadro de Dor no Quadril

Dor no quadril Aplicação ácido hialurônico na articulação

Aplicação ácido hialurônico na articulação


Inativação pontos – gatilho miofasciais comprometidos no quadro de Dor no Quadril

Infiltração em glúteos, infiltração de bursite trocantérica na dor no quadril

Inativação Miofascial Minimamente Invasiva de quadril

AUTO- massagem de pontos dolorosos na dor no quadril

AUTO- massagem de pontos miofasciais

 Aplicação Toxina Botulínica na Dor no Quadril

Toxina Botulínica no tratamento da dor no quadril

Toxina Botulínica no tratamento da dor

Tratamento por ondas de choque na Dor no quadril

Dor no quadril Aplicação Tratamento por ondas de choque

Aplicação Tratamento por ondas de choque em quadril

Estimulação Magnética Transcraniana – TMS/ EMS – Dor no quadril

Dor no quadril estimulação magnética transcraniana

Aplicação de Estimulação Magnética Transcraniana

 

Estratégias de medicina regenerativa : Plasma Rico em Plaquetas, Aplicação células de gordura, Ozonioterapia, etc

Laserterapia

PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTA EM DOR NO QUADRIL (indicados em casos selecionados)

– Desnervação Radiofrequência

PROCEDIMENTOS ORTOPÉDICOS NA DOR NO QUADRIL (indicados em casos selecionados)

– Via artroscopia

– Via aberta

DOR NO QUADRIL PROTESE

Antes e Depois Prótese de quadril

Após uma avaliação criteriosa do médico Fisiatra, elabora-se um plano terapêutico individualizado e todos os esforços devem direcionados ao controle da dor no  quadril e da restauração funcional.

Em casos selecionados, pode-se indicar procedimentos de reabilitação ou até mesmo a avaliação do cirurgião ortopedista.

De qualquer forma, os procedimentos para a dor no quadril representam uma das etapas do processo de recuperação, mas não a única. Eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que com alívio da dor no quadril, consegue iniciar os exercícios terapêuticos para restabelecer a função, modificando os fatores desencadeantes e  os vícios posturais, com resultados mais eficazes.

Como em outras síndromes dolorosas crônicas, as orientações terapêuticas devem incluir mudanças de hábitos posturais inadequados em sono e vigília, hábitos alimentares e ingesta hídrica, exercícios terapêuticos, uso de medicamentos, entre outros.

Desconfie de soluções mágicas e fáceis.

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Médica Fisiatra – Dor e Reabilitação
Procedimentos Minimamente Invasivos em Medicina da Dor

Para mais informações ou agendamento de sessões terapêuticas com a Dra Maike Heerdt entre em Contato

19 comentários

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  1. leandro bailva servidor

    Boa noite Dra Maike,

    Gostaria de parabenizar pelo conteúdo do site, pois é rico em informações. Li muito e procurei tratamentos baseado nas informações lidas neste site. Tive uma melhora muito grande, porém ainda não consegui a cura. Sofro de bursite trocanterica bilateral e esquiatica bilateral ja a mais de dois anos. Fiz a visco, toc, fisio, hidro, gelo, forno, pomada, Acupuntura, academia, corticoides de todos os jeitos, anti-inflamatórios de todos os jeitos, bolsa água quente, liberação miofascial, etc. Ainda nao fiz o procedimento de Inativação Miofascial Minimamente Invasiva de quadril descrito no site. Coseguiria me dar uma dica do que mais pode ser feito para acabar com este problema..uma dica mesmo.

    Grato

    LEANDRO BALIVA SERVIDOR

    1. Maike Heerdt

      Prezado Leandro,

      Obrigado pelo seu feedback sobre o site, isso nos motiva a sempre buscar melhorar e trazer novos conteúdos.
      Apesar de abordamos diversas possibilidade terapêuticas no site, chega um ponto que é necessário buscar o acompanhamento de um profissional da área de reabilitação para ter uma orientação individualizada, pois o exame físico é importante para a identificação das causas da sua dor crônica. Não desista de procurar tratamento para o seu caso!

      Att Equipe Dor Tem Tratamento

  2. Pericles Campos Dias

    Boa noite Dra Maike, tudo bem!

    Preciso muito entender o que se passar comigo, e como você ouvi muita gente pode ser se saiba alguma coisa.

    Estou com um problema de perda de força na perna direita, a dor começa na virilha e termina no joelho e a perna perde totalmente a força no sentido de caminha, pois a perna se arrasta e a ponta do pé eu não consegui levantar para dar a paço seguinte é somente apoio ela no chão.

    Ou seja , normalmente as pessoas pisam com o calcanhar e vai apoiando o pé. Na perna esquerda eu não consigo fazer isso é somente apoio o pé no chão.

    Pode me ajudar?

    1. Maike Heerdt

      Prezado Pericles,

      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Você descreveu o quadro de pé caído. São inúmeras causas geralmente neurológicas. Mais comum causada por compressão nervosa, mas até mesmo doenças degenerativas graves como esclerose lateral amiotrófica e esclerose múltiplas. É um sinal de alerta. Busque atendimento especializado para o diagnóstico o mais breve possível.
      Além disso, há inúmeras medidas de tratamento para minimizar o efeito do pé caído.

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  3. João Carlos Lopes

    Dra. Maike Heerdt. Bom Dia! Necessito de uma indicação sobre tratamento com acupuntura para “artrose no acetábulo e cabeça do fêmur”. Já diagnosticado no Centro de Medicina Esportiva da UNIFESP, de cuja anomalia sofre minha esposa, corredora de rua.
    .

    1. Maike Heerdt

      Prezado João,

      Obrigado pelo seu comentário.

      Infelizmente ainda não trabalhamos com este tipo de serviço, de indicar profissionais de acupuntura. Mas realmente podemos conversar com profissionais parceiros e verificar a disponibilidade de fazer uma lista com profissionais de alta performance. Você tem interesse neste tipo de produto?

      Att. Equipe Dor Tem Tratamento

  4. Sonia

    Olá Dra faz 1 ano que estou com tendinite de gluteo minimo mínimo e médio.A dor é terrível. Prática a corrida de rua e agora nao corro mais e isso tem me deixado muito triste.Ja fiz várias RM do quadril,lombar e etc e sempre o mesmo resultado.Ja fiz 2 infiltrações e até agora nada de melhora.O que devo fazer?A Sra atende onde?

    1. Maike Heerdt

      Bom dia Sônia
      Agradeço muito por compartilhar o seu caso com o blog é com os demais usuários.
      Nos casos de tendinite, é essencial avaliar fatores desencadeantes é perpetuantes dá dor, bem como traçar uma plano com objetivos a curto, médio e longo prazo. Voce já leu o artigo: Como o fisiatra trata a dor?
      Atenciosamente, Dor tem tratamento!!

  5. Ramona Kreuz

    Dra Maike.
    Onde encontro a bermuda coxal para dor no quadril?
    Obrigada
    Ramona

  6. Liana Trindade

    Bom dia DR Maike, tenho bursite no quadril, onde acho desse bermuda que postou na sua matéria. Acredito que melhoria, além de todos os tratamentos que já faço .

    1. LUIZA

      Olá, Por favor, só encontrei para compra no exterior… você encontrou por aqui? Obrigada

  7. Adriana

    Excelente explicação! Muito elucidativa.
    Grata.

  8. Terezinha Béra

    Doutora, sou massoterapeuta e buscando informações e entendimento sobre bursite trocantérica e lesão do glúteo médio tive o
    prazer de estudar as suas orientações. Agradeço muito sua explicação clara e elucidativa. Terezinha

  9. Marcelo Silva

    Olá Doutora, Tenho uma dor crônica no quadril esquerdo, venho tentando vários tipos de tratamentos, desde o ano de 2012. Fiz várias RM, em épocas diferentes, com médicos diferentes. Fiz RX também, alguns, vários tratamentos, com comprimidos anti-inflamatórios, corticoides injetáveis, pomadas local, anti depressivos, gelo, pilates, fisioterapias, hidroterapias, mesa de descompressão, consultei vários ortopedistas, reumatologistas, entre outros, mas até agora nada, mais de quatro anos e a dr persiste. Dói na posição sentado, dói muito, dói ao dirigir, dói ao caminhar, correr, deitado, isso tem mudado minha vida toda, minha rotina, chega a ser incapacitante, é horrível! gostaria de uma opinião sua. Muito obrigado

    1. Maike Heerdt

      Boa Noite Marcelo.
      A consultoria em Medicina SEMPRE deve ser presencial pois o exame físico é essencial para a escolha da melhor terapêutica.
      Espero que você melhora cada dia mais.

    2. Maike Heerdt

      Boa Tarde Marcelo
      A dor persistente realmente é um desafio para muitos profissionais, por isso é tão importante procurar profissionais atualizados e que tenham uma certa empatia por cada caso.
      Não desista de melhorar, há inúmeras técnicas e estratégias regenerativas.
      Atenciosamente,
      Dra Maike Heerdt

  10. Jorge Pedro dos Santos

    Dra. Maike: Sou tenista de 64 anos e tenho lesão por impacto no quadril esquerdo, femur-acetabular (quadro inicial de artrose), quando tive muita dor para calçar sapatos, cortar unhas e fazer rotação com minha perna para descer do carro e afastar as pernas, com reflexo da dor na virilha e adutores. Fiquei sabendo do tratamento (provisório, mas com tempo de alívio da dor de 4-6 meses) de infiltração intra-articular de ácido hialurônico e ozônio. Gostaria de confirmar esse tratamento e solicitar, na medida do possível, um serviço em Porto Alegre/RS, para realizar esse procedimento com segurança.
    Atenciosamente,
    Engº Jorge Pedro dos Santos

    1. Maike Heerdt

      Bom dia Sr Jorge
      A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que entrou em vigor em 2012, proíbe médicos de prestarem assistência à distância: seja por meio de ligação telefônica ou internet. Além disso, é importante salientar que há vários aspectos que devem ser levados em consideração no tratamento da dor articular e musculoesquelética. Os objetivos do tratamento dependem da funcionalidade do paciente e de uma avaliação detalhada. De qualquer forma, os procedimentos para a dor no quadril representam uma das etapas do processo de recuperação, mas não a única. Eles são uma das ferramentas para o sucesso do plano terapêutico de reabilitação do paciente, que com alívio da dor no quadril, consegue iniciar os exercícios terapêuticos para restabelecer a função, modificando os fatores desencadeantes e os vícios posturais, com resultados mais eficazes.

      Atenciosamente, Equipe Dor tem tratamento

  11. Derisi.

    Agradeço, me ajudou muito…

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